<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom"><title>Recent files: blogs/lxo</title><link href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default/blogs/lxo"/><updated>2010-05-21T22:07:27Z</updated><id>https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default/</id><entry><title>blogs/lxo/2010-05-21-fsfla-back-up.en</title><link href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default/blogs/lxo/2010-05-21-fsfla-back-up.en"/><id>https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default/blogs/lxo/2010-05-21-fsfla-back-up.en</id><updated>2010-05-21T22:07:27Z</updated><author><name>lxoliva</name></author><content type="html">&lt;p>Yay!  FSFLA.org was down for a bit longer than two weeks, because of a disk failure, but it's now back up.&lt;/p>&lt;p>Thanks to FSFE's sysadmins for their hard work in bringing FSFE's and FSFLA's servers back up after a hard disk failure!&lt;/p>&lt;p>We now return to our regular programming...&lt;/p>&lt;p>So blong...&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../xsvnwiki-discuss/2010-05-21-fsfla-back-up.en">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Eu tinha razão: é sempre um sufoco, uma correria quando ele me avisa que está fechando a edição e eu, invariavelmente, ainda não terminei (às vezes, nem comecei) a coluna.  Agradeço pela paciência, pela tolerância e pela confiança que nem eu ousei depositar em mim.&lt;/p>&lt;p>Neste momento, em que lançamos sua décima-terceira edição, comemorando o primeiro aniversário desse nosso trabalho juntos, eu olho para trás e fico muito feliz de quanto conseguimos, de como a revista só faz melhorar, crescer e levar a tanta gente o conhecimento sobre o Software Livre e, mais importante na minha opinião, a consciência sobre Liberdade de Software, sobre os valores éticos e sociais que norteiam o movimento.&lt;/p>&lt;p>Foi fantástico ter essa ótima desculpa mensal para consolidar em palavras as ideias e pensamentos que se me apresentavam antes de cada edição, cada qual especial para mim, pelo que as relembro neste momento de celebração:&lt;/p>&lt;ol>&lt;li>&lt;a href="../pub/peter-pan-digital" class="internal">Síndrome de Peter Pan Digital&lt;/a> sobre o pessoal que não quer crescer e se tornar responsável pelas próprias decisões, preferindo viver na Terra do Nunca do software privativo.  O tema da capa foi &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=79" class="external" rel="nofollow">Computação em Nuvem&lt;/a>.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/isca-anzol-rede" class="internal">A Isca, o Anzol e a Grande Rede&lt;/a>, explorando o tema da edição anterior, revê os diversos tipos de anzóis que vêm escondidos no software privativo, e alerta para as novas formas de captura de usuários na Internet.  “Caiu na rede, é peixe!”, como digo na palestra inspirada nesse artigo.  O tema desta edição foi &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=123" class="external" rel="nofollow">distribuições leves&lt;/a> de GNU/Linux.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/todos-por-um" class="internal">Um por todos, todos por um!&lt;/a> filosofa sobre os monopólios artificiais do cada um por si, em contraposição à ao famoso lema de união, colaboração e solidariedade e fraternidade do famoso trio de quatro mosqueteiros e das &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=209" class="external" rel="nofollow">Wikis&lt;/a>, o tema da capa.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/tron-jogando-por-liberdade" class="internal">Tron: Jogando por Liberdade&lt;/a> pega carona no tema daquela edição (&lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=251" class="external" rel="nofollow">Jogos&lt;/a>) e resgata um ícone dos jogos eletrônicos, o super-herói digital que lutava pela liberdade dos programas e dos usuários de computadores.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/desktop-livre" class="internal">Desktop Livre&lt;/a> lembra da importância do Movimento Software Livre e do projeto GNU para que tenhamos &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=302" class="external" rel="nofollow">Desktops Livres&lt;/a> (o tema da edição), como GNOME e KDE, e chama atenção a ameaças a essas liberdades, como as patentes por trás do Mono e o software privativo exigido por diversos cartões de vídeo.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/livre-afinal" class="internal">Livre, Afinal!&lt;/a> comemora e divulga o computador portátil Lemote Yeeloong, primeiro projetado para rodar com Software 100% Livre até na BIOS, que ganhei de uma empresa venezuelana que vai montá-los e vendê-los na América Latina.  Tem até webcam embutida, 100% funciona, enquadrando-se (não sem algum zoom :-) no foco em &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=338" class="external" rel="nofollow">Edição de Vídeo&lt;/a>.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/livre-educar" class="internal">Software Privativo é Falta de Educação!&lt;/a>, na edição sobre &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=364" class="external" rel="nofollow">Software Livre na Educação&lt;/a>, reúne pensamentos de por que instituiçõe de ensino não devem usar software privativo, com diversas recomendações de Software Livre para professores, pais e alunos.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/distopia-do-remoto-controle" class="internal">A Distopia do Remoto Controle&lt;/a> olha para diversos processos judiciais relacionados a patentes e aponta um futuro negro para aqueles que continuarem cedendo o controle remoto de seus próprios computadores para empresas que podem, por medo de processos ou por ordem judicial, acabar puxando o tapete de seus clientes, como já fizeram e tiveram de fazer Amazon e nVidia, respectivamente.  Nada a ver com o tema da capa, &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=392" class="external" rel="nofollow">Comunidades e Movimentos Livres&lt;/a>.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/perigo-virtual-e-imediato" class="internal">Perigo Virtual e Imediato&lt;/a> desafia a condenação, no Paraná, de um distribuidor de software P2P, baseada em interpretação distorcida da lei de direito autoral.  Com alguma boa vontade, redes P2P são um dos vários tipos de &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=402" class="external" rel="nofollow">Redes Sociais&lt;/a>, o tema da edição.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/misterios-de-eleusis" class="internal">Mistérios de e-Lêusis&lt;/a>, na edição dedicada à &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=420" class="external" rel="nofollow">Diversão Livre&lt;/a>, inaugura a série Mitologia Grega, desmistificando a crença na segurança por obscuridade adotada pela Receita Federal do Brasil, denunciando seu analfabetismo digital e o daqueles que seguem esse credo.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/falta-que-ela-faz" class="internal">Ah!, a Falta que Ela Faz&lt;/a> reacende o debate sobre a exposição de informação pessoal no lançamento do Google Buzz, discutindo a confiança exagerada e a falta que ela faz aos provedores desses serviços.  Na mesma edição, fugindo ao tema de &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=433" class="external" rel="nofollow">Computação Gráfica&lt;/a>, também saiu a entrevista &lt;a href="../pub/flisol-2010" class="internal">FLISOL na cabeça!&lt;/a>, convidando à participação, à promoção dos valores do Movimento Software Livre nesse mega evento latino-americano.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/guerra-de-troia" class="internal">Guerra de Tróia&lt;/a> retoma a série de Mitologia Grega, lembrando que nem tudo que se recebe de presente é benéfico, e que há muito presente de grego sendo aceito por órgãos públicos, expondo o estado e a população a riscos e prejuízos.  Vários dos presentes de grego são oferecidos não como software, mas como serviços, prestados através da Internet, negando a &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=454" class="external" rel="nofollow">Liberdade na Rede&lt;/a>, tema da capa.&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="../pub/minotauro" class="internal">Minotauro&lt;/a>, na edição de aniversário sobre o &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=477" class="external" rel="nofollow">GNU&lt;/a>, reabilita essa criatura, metade movimento humanitário, metade projeto tecnológico, que conhece a saída do labirinto, mas é demonizada pelos poderosos para que o resto do rebanho não escape ao seu controle.  Para a mesma edição, tive a honra de &lt;a href="../pub/gnu-interview" class="internal">entrevistar&lt;/a> o pai do GNU, o hacker Richard “Dédalo” Stallman, e um dos atuais líderes do projeto, Brian Gough.&lt;/li>&lt;/ol>&lt;p>Só tenho a agradecer ao João Fernando e aos muitos colaboradores regulares e ocasionais da revista por me permitir chegar perto desse bolo, que fizemos juntos, para dar uma assoprada na vela.  Tenho certeza de que, num piscar de olhos, ela estará novamente acesa, levando luz e liberdade aos nossos leitores e que, com o vento de nosso sopro nas velas içadas, nossa aventura vai chegar a terras e mentes nunca antes navegadas!  Muito obrigado por me levar a bordo!&lt;/p>&lt;p>Até blogo...&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../xsvnwiki-discuss/2010-04-26-parabens-espirito-livre.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Interview with Richard Stallman and Brian Gough, of the GNU Project
">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#
Interview with Richard Stallman and Brian Gough, of the GNU Project
">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="interview-with-richard-stallman-and-brian-gough-of-the-gnu-project">&lt;/a>&lt;h3>
Interview with Richard Stallman and Brian Gough, of the GNU Project&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/gnu-interview.en?action=edit&amp;amp;section=
Alexandre Oliva e João Fernando Costa Júnior
">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#
Alexandre Oliva e João Fernando Costa Júnior
">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="alexandre-oliva-e-jo-o-fernando-costa-j-nior">&lt;/a>&lt;h3>
Alexandre Oliva e João Fernando Costa Júnior&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Published (in Portuguese) on the &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=477" class="external" rel="nofollow">13th issue (April, 2010)&lt;/a>, first anniversary of &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>In this anniversary issue of Revista Espírito Livre, the interview is with Richard Stallman and Brian Gough, both from the GNU Project.  The conversation is conducted by Alexandre Oliva, Revista Espírito Livre columnist and Free Software Foundation Latin America member.&lt;/p>&lt;p>Revista Espírito Livre: Why did the world need a, erhm, gnu :-) operating system back in the '80s?&lt;/p>&lt;p>Richard M. Stallman: The world needed a free software operating system, because there wasn't any.  So I decided to write one.  Then I made technical decisions: decided to follow the design of Unix to make it portable, to make it upward-compatible with Unix so that Unix users could switch easily, and to support only 32-bit machines or bigger, to avoid the extra work of supporting a small address space.&lt;/p>&lt;p>REL: What roles do/did you play in the GNU project, and for how long?&lt;/p>&lt;p>RMS: I launched the GNU Project in 1983 and have been its leader (Chief GNUisance) ever since.  However, recently I've involved the GNU Advisory Committee in some of the decisions, and I hope it will take over more the task of leading GNU in the future.&lt;/p>&lt;p>Brian J. Gough: My main coding role is as maintainer of GNU's numerical library, GSL, which I started contributing to as a developer in 1996.&lt;/p>&lt;p>More recently, I've been an organiser of several "GNU Hackers Meetings" that we have been holding in Europe in the past few years and in the USA this year at the FSF's LibrePlanet conference.  These meetings are a chance for GNU contributors to get together and discuss their work in person&amp;mdash;as well as looking ahead to see how we can respond to new threats to freedom.&lt;/p>&lt;p>Last year, I became a member of the GNU Advisory Committee which holds regular conference calls to help coordinate some of the day-to-day issues within the GNU Project, such as organising these meetings, so I spend a lot of time on that these days.&lt;/p>&lt;p>REL: The GNU GPL is regarded as one of the most important contributions of the GNU project, but GNU encompasses much more: a wholy Free operating system.  What is GNU up to these days, and what have GNU developers been proud of in the past few years?&lt;/p>&lt;p>BJG: Technically the GNU Project is today focused on improving its existing software like GCC and Emacs, to keep them up-to-date with new developments, and on those areas where we need completely new programs &amp;ndash; the &lt;a href="http://www.fsf.org/campaigns/priority.html" class="external" rel="nofollow">"High Priority Projects"&lt;/a> such as Gnash, the GNU Project's replacement for Flash, GNU PDF, which aims to be a complete implementation of the PDF standard for both reading and writing.  GNUstep is now achieving a high level of compatibility with the Openstep framework (Cocoa) and will help people to escape from the proprietary MacOS platform.&lt;/p>&lt;p>We are also finding new areas where free software can be improved &amp;ndash; for example, the GNU Project has recently launched a new accessibility initiative &lt;a href="http://www.gnu.org/accessibility/accessibility.html" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/accessibility/accessibility.html&lt;/a> to ensure that users with disabilities have the same freedom as other users of free software.  Currently many free programs are not accessible, and we want to make a major effort in this area over the coming years.  Ultimately we want every GNU program to be accessible and every developer to have accessibility in mind when working on a program.&lt;/p>&lt;p>Looking back over the past few years, the work of the GNU Classpath and GCJ teams is a notable example of the value of working for freedom and replacing non-free software that people accept because it is available at no cost.  When Java was finally released as free software by Sun in 2006, it was under the same license as GNU Classpath and we now have a complete free Java environment on GNU/Linux systems (under the name IcedTea).  GNU Classpath was one of the FSF high-priority projects for this reason, because of the problem of free Java programs relying on non-free Java implementations, which RMS drew attention to back in 2004.&lt;/p>&lt;p>You mentioned GPLv2 and of course there was a major update to the GNU GPL (General Public License) to GPL version 3 in 2007, following an extensive worldwide public consultation process involving numerous free software projects, companies and legal experts.  The update made the license easier for developers to use and removed unnecessary incompatibilities with other similar free software licenses.  It also gave new protection to free software projects from software patents and attempts by manufacturers to circumvent the freedoms of the license using locked-down devices and DRM (Digital Restrictions Management).  At that time some people saw little need for these additional protections, but we're now seeing a new generation of proprietary computing devices that are completely locked-down and use DRM to restrict users, so I think those protections of the GPLv3 will prove to be far-sighted and are now more important than ever.  I'd encourage everyone writing free software to update to the GPLv3 if they have not done so already.&lt;/p>&lt;p>Looking to the future we want to ensure that everyone has freedom when they are using the internet.  RMS recently spoke about the dangers of "Software as a Service" at the FSF LibrePlanet conference. &lt;a href="http://www.gnu.org/philosophy/who-does-that-server-really-serve.html" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/philosophy/who-does-that-server-really-serve.html&lt;/a> If we use proprietary web services to perform tasks that we could do on our own computers with free software we are giving up our freedom&amp;ndash;this is something we must avoid.&lt;/p>&lt;p>For tasks like word-processing, we can simply use free software on our own computers.  For computing tasks that require a server, we need alternatives.  One way is to have sufficient free software so that people can run their own personal servers at home or within their own organisation.&lt;/p>&lt;p>There are some new GNU projects starting to provide such software, like GNU FM for music sharing and GNU Social for social networking &amp;ndash; they are looking for additional volunteers.  The license for these is the GNU AGPL (Affero General Public Licence) &amp;ndash; it is similar to the GPL but if someone runs a program under the AGPL on a webserver and lets others use it, they must also allow them to download the source code.  The identi.ca microblogging site (now known as Status.net) is another example of a popular service under the AGPL where you can download and run the server yourself.&lt;/p>&lt;p>The GNU Project and FSF have actually been providing free services using the AGPL for a long time through the Savannah project hosting service, which is under the AGPL.  There are currently over 3,200 free software projects using Savannah and about 50,000 users.  Savannah uses only free software and there is a download link on each page where any user can download the complete source for the site.  There are also opportunities for volunteers to help with the development of Savannah and handling support requests.&lt;/p>&lt;p>REL: In spite of all this, a number of people suggest that the project is no longer relevant, because they perceive GNU as development tools and GNU GPL.&lt;/p>&lt;p>RMS: When people are only aware of a small part of what we've done, and think it's not much, the problem is in their ignorance rather than our achievements.  No matter what good we might do, it won't win support for us if people attribute it to someone else.&lt;/p>&lt;p>REL: Sure, but letting this misperception spread harms GNU and the Free Software Movement.  What do you recommend to try and set it right?&lt;/p>&lt;p>RMS: Besides explaining this point to people as part of explaining the subject of free software, we should lend our time, effort, and names to the activities that give credit to GNU.  There are plenty of those which can use our help, so we won't be short of useful things to do.&lt;/p>&lt;p>REL: Linux and of most GNU/Linux distros include non-Free Software, which means they don't understand or don't share the Free Software philosophy and goals.  What do GNU and the FSF do about this problem?&lt;/p>&lt;p>RMS: We recommend only the distros which have a firm policy not to steer the user towards nonfree software, and we explain the ethical reason for it.&lt;/p>&lt;p>BJG: The GNU website has a list of guidelines that a distribution ought to follow to be called free and we encourage people to use the distributions that follow it (the guidelines are on the website at &lt;a href="http://www.gnu.org/distros/" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/distros/&lt;/a> along with a list of distributions).&lt;/p>&lt;p>The guidelines are quite straightforward&amp;ndash;the main point is that there should be a clear policy to only distribute free software, and that this should be applied consistently to every package, without exceptions for any "special cases".&lt;/p>&lt;p>Some distributions do have a free-software-only policy but don't enforce it fully, by ignoring the non-free firmware "blobs" in some Linux kernel device drivers.  That's a shame, because it would be easy for them to give their users a 100% free distribution by using the Linux-libre version of the kernel which does not contain them.&lt;/p>&lt;p>REL: How does one become a GNU developer?&lt;/p>&lt;p>BJG: There are many ways to contribute to GNU and being a developer is one of them.  Writing documentation, contributing translations, testing, and helping on Savannah.gnu.org, the GNU hosting site, are also important.  There's a webpage which explains different ways to get involved at &lt;a href="http://www.gnu.org/help/help.html" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/help/help.html&lt;/a>&lt;/p>&lt;p>For anyone who is very dedicated, there is a list of high priority projects at &lt;a href="http://www.fsf.org/campaigns/priority.html" class="external" rel="nofollow">http://www.fsf.org/campaigns/priority.html&lt;/a>.  The list is gradually being reduced &amp;ndash; recently two Brazilians, Rodrigo Rodrigues da Silva and Felipe Sanches, have made good progress on one long outstanding item, a library to convert files saved in the proprietary format of AutoCAD to free formats.  This is essential to allowing people to move to free CAD software, due to the widespread use of AutoCAD files in that field.&lt;/p>&lt;p>REL: Thank you both for your time and dedication to GNU and to Software Freedom.  Any final words to our readers?&lt;/p>&lt;p>BJG: We are organising regional meetings of GNU contributors around the world, and I've heard Rodrigo and Felipe are hosting one at the FISL conference (21-24 July) in Porto Alegre.  So I'd encourage anyone interested in contributing to GNU to join them this summer &amp;ndash; details of the event will be posted on our meeting page at &lt;a href="http://www.gnu.org/ghm/" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/ghm/&lt;/a>&lt;/p>&lt;p>RMS: Thousands of people have worked to make it possible today for users to use a computer and have control over what it does.  In 1983 that was nearly impossible, because first you'd have to write a free operating system.  We did that, and we have reached the point where rejecting nonfree software and SaaS is generally feasible with some effort.  But we would like to make it easy and painless all the time, and we have some ways to go to get there.  So thanks for helping us do it.&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/gnu-interview.en">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Mitologia Grega III: Minotauro&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/minotauro.pt?action=edit&amp;amp;section=
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Alexandre Oliva &amp;lt;lxoliva@fsfla.org&amp;gt;
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=477" class="external" rel="nofollow">décima-terceira edição, de abril de 2010&lt;/a>, no primeiro aniversário da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>Há milênios, a lenda do Minotauro vem sendo contada para ensinar o perigo de trair e enganar os poderosos.  Deve ser o método de dominação mais antigo e mais eficaz: demonizar quem vê a saída do labirinto, para que o restante do rebanho não o siga até a liberdade. Após tal lavagem cerebral, quem ousaria questionar o mito de que o Minotauro é um monstro repulsivo e perigoso?&lt;/p>&lt;p>Era uma vez o trono do reino insular de Creta disputado por dois irmãos.  Minow$, o mais inescrupuloso e sedento de poder, pediu que Poseidon, deus dos mares, interviesse por ele.  Já coroado, viu sair do mar um belíssimo bovídeo branco, que deveria sacrificar ao deus. Sacrificou outro animal, mas Poseidon percebeu e puniu o traidor: providenciou para que Pasífae, esposa de Minow$, se apaixonasse pelo bovídeo, e para que, da união carnal dos dois, mecanicamente possível graças ao engenhoso hacker Dédalo, nascesse uma criatura metade humana, metade bovídea.  (Leitores curiosos já devem estar se perguntando: seria Richard Minotauro &lt;a href="http://stallman.org" class="external" rel="nofollow">Stallman&lt;/a>, o homem-&lt;a href="http://www.gnu.org" class="external" rel="nofollow">gnu&lt;/a>?)&lt;/p>&lt;p>Por capricho do tirano, aquele bastardo cretino, deveria a criatura viver prisioneira, num labirinto que o mesmo Dédalo seria obrigado a construir, debaixo do palácio R$ de ©nosso$.  A cada ano, Minow$ jogava sete jovens e sete damas no labirinto, para servir de alimento ao Minotauro.  Teseu, um desses jovens, entrou no labirinto com um novelo de lã para marcar o caminho de volta (ideia de ninguém menos que Dédalo), derrotando o suposto monstro e libertando os jovens e damas que ali encontrou.&lt;/p>&lt;p>O verdadeiro monstro, Minow$, ainda aprisionaria no labirinto o hacker Dédalo e seu filho, Ícaro.  Recuperariam sua liberdade com outro hack: colando asas aos seus braços, com cera de abelha.  Diz a lenda que Ícaro gostou tanto da liberdade que voou alto demais; tão alto que o Sol derreteu a cera e, sem asas, Ícaro caiu sobre o mar e morreu.&lt;/p>&lt;p>Ora...  Bastam algumas perguntas, fruto de análise crítica, para verificar que se trata de um mito, uma lenda para assustar e conter os amantes da liberdade.  Como assim, se voar muito alto, esquenta, a ponto de derreter a cera das asas?  Todo mundo sabe que, quanto mais alto, mais frio e rarefeito fica o ar!&lt;/p>&lt;p>Como assim, Teseu libertou os jovens e damas que encontrou no labirinto?  Não eram comida para o Minotauro?  Se ele não os devorava, vivia de quê?  E os jovens, como sobreviveram?  E a cera, penas e madeira para as asas de Dédalo e Ícaro, vieram de onde?  Seria Dédalo um hacker poderoso como o MacGiver, de “Profissão: Perigo”, a ponto de tirar madeira da cara de pau de quem inventa estas histórias, juntar com as penas às quais Dédalo e Ícaro foram condenados, fazer uma cera na entrada da área e pronto!, é só colar e sair voando?  Tenha DOS!&lt;/p>&lt;p>Além do mais, os bovídeos eram idolatrados em Creta.  O palácio R$ de ©nosso$ era todo decorado com peças e obras de arte que remetiam ao tema bovídeo e suas divindades.  O gado ainda garantia “pão e circo”: a diversão nas touradas acrobáticas, comparáveis a alguns rodeios dos pampas brasileiros; a carne orgânica diretamente dos “pampas”, para alimentar o corpo; para o espírito, os sacrifícios religiosos de bovídeos nos rituais minoanos.  Dá até pra imaginar que o gélido vento Minuano, que sopra nos pampas sul-americanos, deva seu nome aos tão importantes ventos dos quais dependiam as navegações minoanas.&lt;/p>&lt;p>O simbolismo da lenda é claro, e chama atenção a presença, também na simbologia, da dualidade divino-pecuária bovídea.  Minow$, egoísta, traiçoeiro, ganancioso e sedento de poder, queria só para si o divino, belíssimo bovídeo branco (“Ô, Montanha, pó pará!”, intervém &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Ma%C3%A7aranduba" class="external" rel="nofollow">Maçaranduba&lt;/a>, “Tá duvidando da real masculinidade?  Vou dar... porrada!”), o trono e a coroa que o bovídeo faturou.  Fez de tudo para aprisionar aquele que nasceu metade humano, metade bovídeo, bem como os súditos e prisioneiros que, impotentes, não resistiam ao subjugo, ao controle e aos abusos do tirano, reduzindo-se assim a gado humano: também metade humanos, metade bovídeos.  E ai de quem ousasse desafiar o tirano: seria feito prisioneiro e atirado no labirinto de Minow$.  E ai daquele que sonhasse voar, símbolo de desejo de liberdade: perderia as asas e a vida no mar de Poseidon!  Vida de gado, nada de hackear!&lt;/p>&lt;p>Removendo as alegorias mitológicas, o que resta é uma história que deve ter sido mais ou menos assim: Pasífae teve um filho que não se parecia nem um pouco com Minow$.  A própria lenda aponta para o provável pai, aquele que tinha intimidade suficiente para ajudá-la a engravidar, mas, francamente, de um bovídeo?!?  O ser que nasceu pode muito bem ter sido o próprio Ícaro, de mãe e origem desconhecidas. Foi anunciado ao público como monstro e escondido.&lt;/p>&lt;p>Dédalo já havia iniciado o movimento social humanitário SoL, com ideais de solidariedade social, respeito ao próximo e às liberdades essenciais.  Hacker que era, encontrou uma forma de cumprir a ordem do tirano, de construir um labirinto nas masmorras do palácio R$ de ©nosso$, sem cercear a liberdade dos que seriam injustamente feitos prisioneiros ali.&lt;/p>&lt;p>Construiu-o de tal forma que apenas quem fosse movido pelo egoísmo, pela ganância e pelo impulso de cercear a liberdade de outros teria a sensação de estar preso nas masmorras de ©nosso$.  Inaugurou assim o projeto tecnológico GNU: desenvolvimento colaborativo de plantas e técnicas arquitetônicas para levar esperança e liberdade a hackers, a prisioneiros de tiranos e a vítimas de leis injustas.&lt;/p>&lt;p>Para que ninguém mais se perdesse nos labirintos dos tiranos, desenvolveu um receptor de sinais de satélites que assinalava a localização e o melhor trajeto para chegar à liberdade.  Chamou-o Global Positioning Liberator do GNU, ou simplesmente GNU GPL.&lt;/p>&lt;p>Criou, dentro do labirinto, bem longe da Vista das janelas de Minow$, uma organização para defesa da liberdade humana: difusão dos ideais do SoL e apoio ao projeto tecnológico GNU.  Ensinava o caminho aos prisioneiros que chegavam ao labirinto sem perspectiva de liberdade, convidando-os a participar do projeto e do movimento.&lt;/p>&lt;p>Teseu, insatisfeito com a incompatibilidade do Minix (privativo bem ao gosto de Minow$) com suas preferências arquitetônicas, desenvolvia um componente central que, por acaso, faltava ao GNU.  Chegou ao labirinto durante a reunião do movimento em que Dédalo apresentava a segunda versão do GPL.  Adotou técnicas, projetos e até a GPL do GNU, mas, ao invés de desafiar a autoridade de Minow$ e dar crédito ao projeto de libertação, decidiu ceder às pressões, chamando seu projeto Minux e anunciando que vencera o Minotauro, criatura que simbolizava o fruto do trabalho de Dédalo: metade humano, o movimento humanitário SoL, e metade bovídeo, o projeto tecnológico GNU.&lt;/p>&lt;p>Com isso, a participação de Dédalo e Ícaro no movimento chegou ao conhecimento de Minow$, que por isso os fez prisioneiros.  (Por que os aprisionaria por ajudar Teseu a vencer o Minotauro?)  Distorcia a realidade para desmerecer o Minotauro e afugentar potenciais colaboradores do movimento e do projeto.  Felizmente, por mais que comparasse o GPL a um câncer, a um vírus, não pôde conter o movimento.&lt;/p>&lt;p>Dédalo e Ícaro certamente não conseguiriam nem precisaram sair do labirinto voando, mas ganharam asas como todos os usuários do projeto GNU, e puderam sim alcançar o SoL, o Software Livre.  O movimento e o projeto voaram longe: chegaram a muita gente, em terras distantes, a filosofia e o conhecimento do Minotauro, de liberdade, de respeito ao próximo, de solidariedade social e de fraternidade.&lt;/p>&lt;p>Já passou da hora de deixar a luz e o calor do SoL derreterem o manto do medo, da incerteza e da dúvida lançados pelos muitos seguidores do tirano Minow$, com os quais pretendem que aceitemos seu subjugo; que demonizemos ao invés de almejarmos ser &lt;a href="http://offmygourd.wordpress.com/2010/04/13/why-i-want-my-daughter-to-be-a-hacker/" class="external" rel="nofollow">hackers&lt;/a> livres e autônomos.  Querem nos manter gado humano, analfabeto, incapaz de ler ou escrever as linguagens que controlam e pervadem nossa existência para que, como meros usuários, possamos ser mais facilmente &lt;a href="http://tinyogg.com/watch/UptAf/" class="external" rel="nofollow">programados e usados&lt;/a>. Precisamos, devemos e podemos resistir!  Não há o que temer: os riscos estão na lenda, nos mitos.  Vamos reabilitar, reconhecer e celebrar o Minotauro: o movimento social humanitário do Software Livre e o projeto tecnológico do bovídeo GNU!  O Minotauro não morreu, viva o Minotauro!&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Copyright 2010 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/minotauro" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/minotauro&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/minotauro.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Entrevista com Richard Stallman e Brian Gough, do Projeto GNU
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Entrevista com Richard Stallman e Brian Gough, do Projeto GNU
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Entrevista com Richard Stallman e Brian Gough, do Projeto GNU&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/gnu-interview.pt?action=edit&amp;amp;section=
Alexandre Oliva e Joo Fernando Costa Jnior
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Alexandre Oliva e Joo Fernando Costa Jnior
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Alexandre Oliva e Joo Fernando Costa Jnior&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=477" class="external" rel="nofollow">dcima-terceira edio, de abril de 2010&lt;/a>, no primeiro aniversrio da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Esprito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>Nesta edio de aniversrio da Revista Esprito Livre, o bate-papo  com Richard Stallman e Brian Gough, ambos do Projeto GNU.  A conversa foi conduzida por Alexandre Oliva, colunista da Revista Esprito Livre e membro da Fundao Software Livre Amrica Latina.&lt;/p>&lt;p>Revista Esprito Livre: Por que o mundo precisava de um sistema operacional, digamos, gnu [em ingls, soa como novo] nos anos 80?&lt;/p>&lt;p>Richard M. Stallman: O mundo precisava de um sistema operacional em software livre porque no existia nenhum.  Portanto, eu decidi escrever um.  Tomei, ento, decises tcnicas: decidi seguir o desenho do Unix para torn-lo portvel, faz-lo compatvel com o Unix para que os usurios de Unix pudessem migrar para ele facilmente, e dar suporte a mquinas de 32 bits ou superiores, para evitar o trabalho extra de suportar pequenos espaos de endereamento.&lt;/p>&lt;p>REL: Que papis vocs desempenharam, ou desempenham, no projeto GNU e por quanto tempo?&lt;/p>&lt;p>RMS: Eu lancei o projeto GNU em 1983 e tenho sido seu lder (Chief GNUisance) desde ento.  Entretanto, recentemente eu envolvi o Comit de Aconselhamento do GNU em algumas decises e espero que ele v tomando conta das tarefas de liderana do GNU no futuro.&lt;/p>&lt;p>Brian J. Gough: Minha funo principal na codificao  como mantenedor da biblioteca numrica do GNU, a GSL,  qual comecei a contribuir como desenvolvedor em 1996.&lt;/p>&lt;p>Mais recentemente, fui organizador de vrios "Encontros de Hackers GNU" que temos tido na Europa nos ltimos anos e neste ano nos EUA, na Conferncia LibrePlanet da FSF.  Esses encontros so uma oportunidade para os que contribuem para o GNU possam se encontrar e discutir seu trabalho em pessoa &amp;ndash; assim como olhar para frente e ver como poderemos responder s novas ameaas  liberdade.&lt;/p>&lt;p>No ano passado eu me tornei membro do Comit de Aconselhamento do GNU que promove teleconferncias regulares para ajudar a coordenar alguns dos assuntos do dia-a-dia do projeto GNU, tais como organizar esses encontros, por isso tenho dispendido um bocado de tempo nisso, hoje em dia.&lt;/p>&lt;p>REL: A GNU GPL  considerada como uma das contribuies mais importantes do projeto GNU, mas GNU engloba muito mais: um sistema operacional completamente Livre.  O que o GNU anda aprontando hoje em dia, e do que os desenvolvedores do projeto GNU podem se orgulhar nos ltimos anos?&lt;/p>&lt;p>BJG: Tecnicamente, o projeto GNU  focado hoje na melhoria do software existente, como o GCC e o Emacs, para mant-los atualizados com os novos desenvolvimentos, e naquelas reas onde precisamos de programas totalmente novos &amp;ndash; os "Projetos de Alta Prioridade" (&lt;a href="http://www.fsf.org/campaigns/priority.html" class="external" rel="nofollow">http://www.fsf.org/campaigns/priority.html&lt;/a>) como o Gnash, o projeto do GNU para substituio do Flash; GNU PDF, que tem por objetivo ser uma implementao completa do padro PDF tanto para leitura, quanto para escrita.  GNUstep est atingindo um alto nvel de compatibilidade com o framework Openstep (Cocoa) e ajudar as pessoas a escapar da plataforma privativa MacOS.&lt;/p>&lt;p>Tambm estamos encontrando novas reas onde o software livre pode ser melhorado &amp;ndash; por exemplo, recentemente o projeto GNU lanou uma nova iniciativa de acessibilidade (&lt;a href="http://www.gnu.org/accessibility/accessibility.html" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/accessibility/accessibility.html&lt;/a>) para assegurar que pessoas com deficincia tenham a mesma liberdade que outros usurios do software livre.  Atualmente, muitos programas livres no so acessveis, e queremos que todo programa GNU seja acessvel e todo desenvolvedor tenha a acessibilidade em mente quando fizer um programa.&lt;/p>&lt;p>Olhando para alguns anos atrs, o trabalho do GNU Classpath e das equipes do GCJ so exemplos notveis do valor do trabalho pela liberdade e da substituio de software no livre que as pessoas aceitam por estar disponvel sem custo.  Quando o Java foi finalmente liberado como software livre pela Sun em 2006, ele estava sob a mesma licena do GNU Classpath e agora temos um ambiente Java completamente livre nos sistemas GNU/Linux (com o nome de IcedTea).  O GNU Classpath foi um dos projetos de alta prioridade por esse motivo, por causa do problema de programas livres em Java terem de depender de implementaes no livres de Java, s quais RMS chamou a ateno l em 2004.&lt;/p>&lt;p>Voc mencionou a GPLv2 e, claro, houve uma grande atualizao da GNU GPL (General Public License, ou Licena Pblica Geral) para a GPL verso 3 em 2007, seguindo um processo de consulta pblica mundial envolvendo vrios projetos de software livre, empresas e especialistas em legislao.  A atualizao tornou a licena mais fcil de ser usada pelos desenvolvedores e removeu incompatibilidades desnecessrias com outras licenas de software livre semelhantes.  Ela tambm deu aos projetos de software livre novas protees de patentes de software e tentativas dos fabricantes de contornar as liberdades das licenas utilizando dispositivos bloqueados e DRM (Digital Restrictions Management, ou Gerncia Digital de Restries).  Naquela poca, algumas pessoas viram pouca necessidade de protees adicionais, mas agora vemos a nova gerao de dispositivos de computao privativos que so completamente bloqueados e usam a DRM para restringir seus usurios.  Portanto eu acho que aquelas protees da GPLv3 provaro ter sido visionrias e agora so mais importantes do que nunca.  Eu encorajo todos que desenvolvem software livre a se atualizarem para a GPLv3, caso ainda no o tenham feito.&lt;/p>&lt;p>Olhando para o futuro, ns queremos assegurar que todos tenham liberdade ao usar a Internet.  RMS falou recentemente a respeito dos perigos do "Software como Servio" na Conferncia LibrePlanet da FSF. &lt;a href="http://www.gnu.org/philosophy/who-does-that-server-really-serve.html" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/philosophy/who-does-that-server-really-serve.html&lt;/a> Se utilizamos servios privativos na Web para executar tarefas que poderamos fazer em nossos prprios computadores com software livre, abrimos mo de nossa liberdade &amp;ndash; isso  algo que devemos evitar.&lt;/p>&lt;p>Para tarefas como processamento de textos, podemos simplesmente utilizar um software livre em nossos computadores.  Para tarefas que necessitarem de servidores, precisaremos de alternativas.  Uma maneira  ter software livre suficiente para que as pessoas possam ter seus prprios servidores em casa ou na sua organizao.&lt;/p>&lt;p>H alguns projetos GNU novos que comeam a oferecer tais softwares, como o GNU FM para compartilhamento de msica e o GNU Social para redes sociais &amp;ndash; eles esto procurando por mais voluntrios.  A licena para eles  a GNU AGPL (Licena Pblica Geral Affero) &amp;ndash; ela  similar  GPL mas, se algum roda um programa sob a AGPL num servidor Web e permite que outros o utilizem, eles devem permitir que outros baixem o cdigo fonte.  O microblog identi.ca (agora conhecido como Status.net)  outro exemplo de um servio popular sob a AGPL que voc pode baixar e rodar no seu prprio servidor.&lt;/p>&lt;p>Na verdade, o projeto GNU e a FSF tm oferecido servios livres utilizando a AGPL h um bom tempo atravs do servio de hospedagem de projetos Savannah, que est sob a AGPL.  H atualmente mais de 3.200 projetos de software livre utilizando o Savannah e cerca de 50.000 usurios.  O Savannah utiliza apenas software livre e h um link de download em todas as pginas, atravs do qual qualquer um pode baixar o cdigo fonte completo do site.  Tambm existem oportunidades para voluntrios ajudarem no desenvolvimento do Savannah e trabalhar nas solicitaes de suporte.&lt;/p>&lt;p>REL: Apesar disso tudo, vrias pessoas sugerem que o projeto no  mais relevante, porque reconhecem o GNU apenas pelas ferramentas de desenvolvimento e pela GNU GPL.&lt;/p>&lt;p>RMS: Quando as pessoas esto familiarizadas apenas com uma pequena parte daquilo que fazemos e pensam que no  muito, o problema est na ignorncia delas, no nas nossas realizaes.  No importa quanto bem faamos, no nos ajudar a ganhar apoio se as pessoas o atriburem a outros.&lt;/p>&lt;p>REL: Claro, mas deixar essa percepo errada se espalhar prejudica o GNU e o Movimento Software Livre.  O que voc recomenda para tentar corrigi-la?&lt;/p>&lt;p>RMS: Alm de explicar esse ponto para as pessoas como parte da explicao a respeito do software livre, devemos oferecer nosso tempo, esforo e nomes para atividades que do crdito ao GNU.  H vrias delas que podem utilizar nossa ajuda, portanto no faltaro coisas teis para fazer.&lt;/p>&lt;p>REL: O Linux e a maior parte das distribuies GNU/Linux incluem Software no-Livre, o que significa que eles no entendem, ou no compartilham das metas e da filosofia do Software Livre.  O que o GNU e a FSF fazem a respeito dessa questo?&lt;/p>&lt;p>RMS: Recomendamos apenas distribuies que tm uma poltica firme de no encaminhar o usurio para o software no livre, e explicamos a razo tica para isso.&lt;/p>&lt;p>BJG: No stio do GNU na Internet existe uma lista de diretrizes que uma distribuio deve seguir para ser chamada de livre e encorajamos as pessoas a utilizar as distribuies que as seguem (as diretrizes esto em &lt;a href="http://www.gnu.org/distros/" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/distros/&lt;/a> assim como uma lista das distribuies).&lt;/p>&lt;p>As diretrizes so bastante simples &amp;ndash; o ponto principal  que deve haver uma poltica clara de somente distribuir software livre, e que ela seja aplicada a todo pacote de maneira consistente, sem excees para "casos especiais".&lt;/p>&lt;p>Algumas distribuies tm uma poltica de utilizar apenas software livre, mas no a aplicam totalmente porque ignoram as "bolhas" de software no livre em alguns drivers de dispositivos no kernel Linux. Isso  uma vergonha, porque seria fcil para eles dar a seus usurios uma distribuio 100% livre usando a verso Linux-libre do kernel que no as contm.&lt;/p>&lt;p>REL: Como algum se torna um desenvolvedor do GNU?&lt;/p>&lt;p>BJG: H muitas maneiras de contribuir para o GNU e ser um desenvolvedor  apenas uma delas.  Escrever documentao, contribuir com tradues, testar e auxiliar no Savannah.gnu.org, o stio de hospedagem do GNU, tambm so importantes.  Existe uma pgina na web que explica as disferentes formas de se envolver com o projeto em &lt;a href="http://www.gnu.org/help/help.html" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/help/help.html&lt;/a>.&lt;/p>&lt;p>Para quem for muito dedicado, existe uma lista dos projetos de alta prioridade em &lt;a href="http://www.fsf.org/campaigns/priority.html" class="external" rel="nofollow">http://www.fsf.org/campaigns/priority.html&lt;/a>.  A lista tem sido reduzida gradualmente &amp;ndash; recentemente, dois brasileiros, Rodrigo Rodrigues da Silva e Felipe Sanches, tm feito bons progressos em um item destacado h muito tempo, uma biblioteca para converter arquivos salvos no formato privativo do AutoCad para formatos livres.  Isso  essencial para permitir que as pessoas migrem para softwares CAD livres, devido  grande disseminao do uso de arquivos AutoCad nessa rea.&lt;/p>&lt;p>REL: Agradecemos a vocs dois pelo tempo e pela dedicao ao GNU e  Liberdade de Software.  Algumas palavras finais para nossos leitores?&lt;/p>&lt;p>BJG: Estamos organizando encontros regionais dos contribuidores do GNU em todo o mundo, e ouvimos falar que Rodrigo e Felipe estaro organizando um na conferncia FISL (de 21 a 24 de julho) em Porto Alegre.  Portanto, gostaria de incentivar a qualquer um que esteja interessado em contribuir para o GNU a juntar-se a eles neste inverno &amp;ndash; os detalhes do evento sero divulgados na nossa pgina de eventos em &lt;a href="http://www.gnu.org/ghm/" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/ghm/&lt;/a>.&lt;/p>&lt;p>RMS: Milhares de pessoas tm trabalhado para tornar possvel aos usurios de hoje utilizarem um computador e ter controle sobre o que ele faz.  Em 1983 isso era quase impossvel, porque primeiro voc teria de escrever um sistema operacional livre.  Ns o escrevemos, e atingimos um patamar no qual rejeitar o software no livre e o SaaS  perfeitamente possvel com algum esforo.  Entretanto, gostaramos de tornar isso fcil e indolor o tempo todo, e ainda tem cho at chegar l.  Agradeo por nos ajudar a faz-lo.&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/gnu-interview.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Mitologia Grega II: Guerra de Tróia&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/guerra-de-troia.pt?action=edit&amp;amp;section=
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=454" class="external" rel="nofollow">décima-segunda edição, de março de 2010&lt;/a>, da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>É impressionante como ainda tem gente que nem pensa duas vezes antes de trazer um cavalo de madeira para dentro das muralhas da cidade, só porque o cavalo é dado.  Como tiveram o infortúnio de descobrir os troianos, o presente de grego vinha com uma surpresa.  Tivesse casca de chocolate, ao invés de madeira, poderia muito bem se chamar Kinder Hippo, ainda que os “soldadinhos” já viessem, digamos, armados e não estivessem ali para brincadeiras.&lt;/p>&lt;p>Presentes semelhantes vêm sendo oferecidos a cidades-estado em todo o mundo.  São serviços ou software privativos, sem custos significativos para o doador, apesar dos vultosos valores nominais.  Tal qual cavalo de madeira, aparentam não onerar quem os recebe, mas escondem segundas intenções inconfessáveis que põem em risco a soberania, a segurança e a economia dos estados que os trazem para dentro de suas muralhas virtuais.&lt;/p>&lt;p>Hoje em dia, cavalos e-lênicos não trazem mais soldados de carne e osso em seu interior, mas sim e-stratiotis, soldados eletrônicos. Alguns são espiões, que passam a receber e monitorar as comunicações internas da administração pública.  Já imaginou, as comunicações estratégicas das forças armadas ou das relações exteriores nas garras eletrônicas de uma empresa que mantém para o governo estadunidense uma porta dos fundos aberta, descoberta e utilizada pelo governo chinês? Os troianos dos tempos de Helena tiveram suas próprias muralhas abertas pelos stratiotis infiltrados para o exército inimigo entrar, enquanto neotroianos ingenuamente usam os e-stratiotis infiltrados como mensageiros, que diligentemente armazenam cópias das mensagens no quartel general, para deleite de quem tem livre acesso pelos fundos. Não importa quão quente ou G.nial um serviço desses possa parecer: é fria, é do mal.  Não caia nessa &lt;a href="http://fsfla.org/blogs/lxo/pub/isca-anzol-rede" class="external" rel="nofollow">rede&lt;/a>.&lt;/p>&lt;p>Alguns neotroianos escolados não mais convidam e-stratiotis a espionar as mensagens da administração pública, porém escambam a atenção, a privacidade e o futuro de seus docentes e discentes pelas algemas digitais que vão mantê-los, docentes e discentes, aprisionados, dependentes e impotentes.  Duplo ganho para o ofertante, dupla perda para as vítimas.  E quem deu a canetada, nada?  Às vezes, nada! Outras, mergulha, voa de primeira classe, vai a festas, sem nem falar nas próximas eleições ou no próximo emprego.  Deita-se sobre os louros de um problema mal resolvido, que custará às vítimas anos de análise (de sistemas?) para superar.&lt;/p>&lt;p>Um exemplo são vários estados e municípios que têm aceito as ofertas de serviços de correio eletrônico e anúncios comerciais para alunos e professores da rede (já escrevi essa palavra acima, não?) pública, direcionando os anúncios através da inspeção do conteúdo das mensagens eletrônicas.&lt;/p>&lt;p>Outros aceitam hipposoftware gratuito (afinal, os certificados de licença oferecidos têm custo de produção praticamente nulo) para adestramento de alunos, de modo que, ao chegarem ao mercado de trabalho, por causa da decisão que já tomaram por eles, tenderão a continuar usando as mesmas algemas, porém pagarão caro por esse discutível privilégio.  Chama atenção a semelhança com a estratégia adotada por narcotraficantes até hoje, e por vendedores de outras drogas ainda legalizadas, que antigamente ofereciam gratuitamente seus bastões fumacentos a futuros dependentes nas saídas das escolas. Hoje, lamentavelmente, a escola traz arapucas semelhantes para dentro de suas muralhas, fazendo até convênio com fornecedores para que, valendo-se dos portões abertos, invadam, conquistem e &lt;a href="http://fsfla.org/blogs/lxo/pub/livre-educar" class="external" rel="nofollow">destruam a educação&lt;/a>, subjugando gerações inteiras.&lt;/p>&lt;p>Não seria difícil entender a aceitação desses abusos, mesmo na ausência de corrupção: os invasores usam de ardis enganosos para derrotar seus adversários e distorcer a história que escrevem, embelezando as feias estratégias bélicas.  “Estratégia, do grego strategia”, intercede o Capitão Nascimento, sem mencionar (amo demais a vida para escrever “sem saber”) o quanto essa raiz pervade o vocabulário marcial helênico: stratiotis (soldado), stratiotika (militar), strategos (general)...&lt;/p>&lt;p>Na história assim escrita, posam, como heróis, crudelíssimos strategos de altas patentes e baixos golpes, como o Strategos Failure Reading e o Strategos Protection Fault, aquele da mortal Blue Screen of Death. Outros, valorosos e íntegros, como o Strategos Public License de GNU, grande craque do copyleft, podem ser pintados como vilões, por tão somente cumprirem seu papel heroico de defender os cidadãos das ameaças dos invasores.  Ao estudar tão distorcida história, não surpreende que os leitores mais inocentes confundam heróis com heroína, craques com crack.  “Lance a primeira pedra aquele que estiver livre!”, desafiam os invasores detrás da droga da cortina fumacenta.  E tome injeção de dependência!  “De graça, até injeção na testa!”, propõem.  Que droga, né?&lt;/p>&lt;p>Assusta que se julgue razoável aceitar sem licitação esses presentes de grego, causadores de dependência, apenas porque sua primeira dose parece grátis.  A lei de licitações não invalida o princípio constitucional da impessoalidade: dispensar de licitação um fornecedor quando outros poderiam oferecer produtos ou serviços similares pelo mesmo preço (aparentemente grátis) ou até preços menores (grátis e Livre, sem custos ocultos, ou até &lt;a href="http://abovethecrowd.com/2009/10/29/google-redefines-disruption-the-%E2%80%9Cless-than-free%E2%80%9D-business-model/" class="external" rel="nofollow">pagando para oferecer o serviço&lt;/a>) falha no cumprimento desse princípio.&lt;/p>&lt;p>Vale ainda questionar, já que os inocentes que recebem e aceitam as ofertas parecem não se perguntar, por que raios companhias com fins de lucro ofertariam produtos gratuitos.  Afinal, quando a esmola é muita, até o santo desconfia!  Mas inocente nem sempre é santo, né? Valei-nos, São IGNÚcio!&lt;/p>&lt;p>Que interesses poderia ter qualquer dessas companhias em espionar as comunicações internas da administração pública?  Em armazenar os dados da administração pública, de professores e estudantes em formatos e códigos que só essa má companhia saiba decodificar?  Em tornar funcionários públicos, mestres e alunos dependentes de suas ferramentas?  Em evitar, mediante dumping, o avanço de alternativas? Em usar esses “cases” para vender o mesmo problema a outros?  Em usar a dependência assim estabelecida para cobrar daqueles que caíram no conto e descobriram, tarde demais, que só a primeira era grátis?  Em usar uma pequena fração dos lucros assim auferidos para pagar as multas das condenações em processos anti-truste?&lt;/p>&lt;p>“É uma cilada, Bino!”&lt;/p>&lt;p>Parece até refilmagem de um “hit” das madrugadas de TV aberta da minha adolescência: “Pague para Entrar, Reze para Sair”.  A diferença da adaptualização é que, na versão para .tv .net, a entrada do parque de diversões é grátis, atraindo ainda mais vítimas para o monstruoso vilão realizar suas fantasias pervertidas e desejos perversos.&lt;/p>&lt;p>Lembrem-se, .gov, .mil e .edu: alguém .com interesses e .com alguma estratégia para recuperar o investimento inicial da primeira grátis sempre estará envolvido nessas propostas indecentes.  Tanto nos filmes como na vida real, o que ocorre com as vítimas poderia ser descrito muito bem usando termos de cunho sexual.  Afinal de contas (que acabam sendo muitas), a palavra orgia também tem origem grega: festins sexuais a Dionísio, importado para Roma como Baco, deus do vinho e dos bacanais.  (Não fique na mão!  www.bacanais.orgy: festas quentíssimas, com muitos agrados para romanos, gregos e troianos!  Acesse djá!)&lt;/p>&lt;p>Deu (ou deram?) para entender por que cautela e licitações são essenciais, mesmo quando o produto ou serviço parece dado?  Ao contrário da oferta de Software Livre ou de serviços que respeitem a soberania e a autonomia dos clientes, inviabilizando estratégias de captura e aprisionamento que garantissem lucros obscenos posteriores, &lt;a href="http://www.gnu.org/philosophy/who-does-that-server-really-serve.html" class="external" rel="nofollow">software e serviços privativos&lt;/a> geram monopólios e impõem custos, ocultos como os stratiotis aqueus armados até os dentes no interior do cavalo de madeira dado a Tróia.  São custos de saída e distorções de mercados futuros em razão de exclusividades (monopólios, artificiais ou não) na prestação de serviços sobre o presente de grego ofertado, que devem ser considerados parte de seu custo para fins licitatórios.&lt;/p>&lt;p>O princípio da impessoalidade é o calcanhar dos Aquiles invasores, pois vai bastante além das insuficientes práticas licitatórias atuais. Deve ser cumprido, ainda que, segundo o ditado, de cavalo dado não se olhem os dentes.  Como alerta, ficaria melhor: de cavalo dado não se vêem os dentes.  Não significaria que os dentes (ou quaisquer outras armas) não estivessem ali, nem que não se os deveriam procurar. Seria, ao contrário, um lembrete de que podem estar escondidos, e de que, conforme descobriram os troianos após uma noitada de comemoração e bebemoração pela pretensa oferta de rendição dos aqueus, mordida de cavalo traidor dói que é uma barbaridade!&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Copyright 2010 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/guerra-de-troia" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/guerra-de-troia&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/guerra-de-troia.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=433" class="external" rel="nofollow">décima-primeira edição, de fevereiro de 2010&lt;/a>, da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>Uma porção de gente já ficou sabendo que, em pleno Carnaval, decidi interromper um longo relacionamento.  Pra quem não viu, segue cópia da carta aberta que escrevi para quem me traiu minha confiança:&lt;/p>&lt;blockquote>&lt;p>Caro Google,&lt;/p>&lt;p>Estamos juntos há vários anos, mas devo dizer que ultimamente vinha pensando cada vez mais em romper com você.  Sua recente traição pública me fez decidir que não quero mais estar envolvido com você. Entendo que seja Dia de São Valentim, que é dia dos namorados no seu país de origem, e também Carnaval, mas... o que você esperava que eu fizesse?  Confiança é algo que se constrói com dificuldade ao longo de anos, mas se perde numa fração de segundo.&lt;/p>&lt;p>Faz tempo que lhe dou acesso a algumas partes íntimas da minha vida. No começo, eram só arquivos de listas públicas.  Aí, você me ajudou a manter contato com amigos que de outra forma eu talvez nunca mais encontrasse.  Aí você começou a escutar minhas conversas, mas até isso era mais ou menos ok, pois eu tinha aceitado, não tinha?  Você sempre disse que &lt;a href="http://www.npr.org/blogs/alltechconsidered/2009/08/google_cofounder_sergey_brin_s.html" class="external" rel="nofollow">eu podia confiar em você&lt;/a>, e eu confiei.  Não parecia que você iria compartilhar a informação particular que eu compartilhei com você, então a confiança foi aumentando ao longo dos anos.&lt;/p>&lt;p>Mas outro dia conheci um lado seu que não conhecia, &lt;a href="http://www.eweekeurope.co.uk/news/privacy-comments-by-google-boss-irk-mozilla-founder-2734" class="external" rel="nofollow">dizendo na TV&lt;/a> o quanto você valorizava a privacidade: que se havia alguma coisa que eu não quisesse que ninguém soubesse, eu não deveria fazer essa coisa.  Ainda assim, achei que fosse um simples engano seu, e que eu ainda podia confiar em você, então eu continuei com você.&lt;/p>&lt;p>E aí o Buzz me atingiu.  Foi demais pra mim.&lt;/p>&lt;p>Até onde sei, não dependo de minha privacidade neste momento para minha segurança física, como &lt;a href="http://www.businessinsider.com/outraged-blogger-is-automatically-being-followed-by-her-abusive-ex-husband-on-google-buzz-2010-2" class="external" rel="nofollow">Harriet Jacobs&lt;/a>, ou para o desempenho de meu trabalho, como &lt;a href="http://www.bit-tech.net/news/bits/2010/02/11/googles-buzz-causes-privacy-concerns/1" class="external" rel="nofollow">jornalistas que tiveram suas fontes expostas&lt;/a> quando Buzz foi empurrado para cima deles.&lt;/p>&lt;p>Mas, assim como confiança, privacidade é algo que custa dedicação ao longo de anos, e um pequeno erro desfaz um monte de trabalho duro. Não quero esperar pelo dia em que eu perceba que preciso de minha privacidade de volta.&lt;/p>&lt;p>Google, perdi a confiança que tinha depositado em você, mas não acho que seja tarde demais para eu evitar perder também minha privacidade. Estou fechando nossas contas conjuntas, esvaziando as gavetas que você reservou para mim no seu closet, destruindo as chaves depois de trancar as portas, e não vou lhe deixar mais acessar minhas partes íntimas.&lt;/p>&lt;p>Também estou dizendo a todos os nossos amigos que eu terminei com você, e por quê.  Também vou convidá-los a se manterem em contato comigo através de outros meios.&lt;/p>&lt;p>Para mensagens instantâneas, podem chegar a mim em &lt;a href="mailto:lxoliva@jabber.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@jabber.org&lt;/a> e &lt;a href="mailto:lxoliva@jabber-br.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@jabber-br.org&lt;/a>.  Mesmo aqueles que escolham continuar com você podem registrar esse endereço alternativo no GTalk, ainda que eu preferiria que se registrassem em jabber.org usando alguma implementação em Software Livre do protocolo de mensageria instantânea XMPP adotado pelo GTalk, como o Pidgin.&lt;/p>&lt;p>Para redes sociais, vou continuar com a rede do &lt;a href="http://softwarelivre.org/lxoliva" class="external" rel="nofollow">PSL-Brasil&lt;/a>, que roda Noosfero, e &lt;a href="http://gnewbook.org" class="external" rel="nofollow">gNewBook&lt;/a>, construído sobre elgg.  Não se preocupe, Google, não vou entrar no &lt;a href="http://mashable.com/2010/01/10/facebook-founder-on-privacy/" class="external" rel="nofollow">Facebook&lt;/a>, seria pelo menos tão &lt;a href="http://boingboing.net/2010/01/11/interview-with-faceb.html" class="external" rel="nofollow">burro&lt;/a> quanto continuar no Orkut.&lt;/p>&lt;p>Para microblogging, continuo no &lt;a href="http://identi.ca/lxoliva" class="external" rel="nofollow">identi.ca&lt;/a>, que roda StatusNet.&lt;/p>&lt;p>Pidgin, Noosfero, elgg e StatusNet são todos &lt;a href="http://fsfla.org/about/what-is-free-software" class="external" rel="nofollow">Software Livre&lt;/a>.  Eles respeitam as liberdades essenciais de seus usuários, inclusive usuários através da rede.  Eu sei que tenho direito de compartilhá-los com meus amigos, adaptá-los para minhas necessidades, instalar minhas próprias cópias e configurar minhas próprias redes interoperáveis se eu quiser, e muito mais.  Ao contrário de outros serviços de microblogging, redes sociais e mensagens instantâneas.  E, ainda por cima, &lt;a href="http://fsfe.org/campaigns/valentine-2010/valentine-2010.html" class="external" rel="nofollow">estou amando&lt;/a> desenvolvedores deles.&lt;/p>&lt;p>Quanto a e-mail, uso &lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a> para assuntos de Software Livre e &lt;a href="mailto:oliva@lsd.ic.unicamp.br" class="external" rel="nofollow">oliva@lsd.ic.unicamp.br&lt;/a> para outras coisas...  E-mail é pra ser particular, então não recomendaria usar qualquer serviço de terceiros, mesmo que construído sobre Software Livre.  Nao é difícil configurar seu próprio serviço de e-mail via web; eu mesmo administro os servidores dos dois endereços pessoais que uso.  Não têm um exército de empregados seus por trás deles, mas dada a &lt;a href="http://therumpus.net/2010/01/conversations-about-the-internet-5-anonymous-facebook-employee/?full=yes" class="external" rel="nofollow">entrevista do funcionário do Facebook&lt;/a>, um exército assim parece mais uma maldição que uma bênção.&lt;/p>&lt;p>Google, se precisar, você sabe onde me encontrar e, se não soubesse, há outros serviços de busca por aí que podem saber.  O mesmo vale para todos os meus amigos.  Vejo vocês por aí.&lt;/p>&lt;p>Até &lt;a href="http://fsfla.org/blogs/lxo/2010-02-14-bye-bye-google" class="external" rel="nofollow">blogo&lt;/a>,&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>Já faz quase um par de semanas que tomei a decisão e, olha...  Uma coisa preciso reconhecer: foi bem fácil deixar tudo para trás.&lt;/p>&lt;p>Não me agrada entrar em relacionamentos de dependência, então eu já mantinha cópia local de todos os meus dados: mensagens, contatos, calendários, etc.  Google sempre fez questão de me deixar manter essas coisas, abertamente, inclusive em formatos abertos livres, pra que, se um dia eu quisesse ir embora, eu não seria impedido.  É uma atitude exemplar, digna de respeito e admiração, pois não se vê muito por aí.&lt;/p>&lt;p>Outra coisa que meio que me surpreendeu foi que eu continuei usando alguns serviços que não esbarravam em questões de privacidade.  Busca e mapas foram os que eu percebi: podem ser usados anonimamente, uma vez removidos os biscoitinhos que Google continua me mandando, mas já não aceito mais.&lt;/p>&lt;p>Dos outros serviços, não senti falta.  Pelo contrário: estou livre do ruído constante do Orkut, não preciso mais fazer controle duplo de Spam (e se alguém mandasse mensagem pro endereço do GMail e caísse na caixa de Spam da qual não tinha como receber cópia automática?), estou tranquilo que a caixa do GMail não vai lotar de novo, não preciso mais ver como fazer pra separar a parte particular da pública no meu calendário no ORG-Mode do GNU Emacs, nem tentar achar um jeito de alimentar o calendário do Google a partir dali.&lt;/p>&lt;p>O melhor de tudo é que ninguém mais fica pensando que eu passava o dia no Orkut, ou que eu usava a página do GMail carregada de &lt;a href="http://www.gnu.org/philosophy/javascript-trap.html" class="external" rel="nofollow">Obfuscript&lt;/a>, só porque o Pidgin se registrava com o GTalk.  Como poderia sentir falta dessas coisas?&lt;/p>&lt;p>Mesmo assim, uma porção de gente achou o rompimento exagerado, questionando até se eu não estava usando dois pesos e duas medidas. Na verdade, minha política de evitar confiar informação pessoal a terceiros vem se aguçando há bastante tempo.  Google era uma exceção, e deixou de ser, justamente porque já não mais me parece, digamos assim, boa companhia, em que se pode confiar.&lt;/p>&lt;p>Justamente pela espectativa excepcional senti minha confiança traída. Os problemas de privacidade no Facebook, que mencionei na carta, não me surpreenderam; estão mais para típicos que absurdos.  Os acidentes que aconteceram no Google no passado, tipo quando gente começou a encontrar, através do serviço de busca, documentos particulares de terceiros armazenados no Google Docs, são parte do risco de deixar a informação nas mãos do outro, por mais responsáveis que sejam.  Não dá pra qualificar um acidente desses como traição de confiança.&lt;/p>&lt;p>Mas o caso do Buzz foi diferente.  Certamente não foi um acidente na linha daquele do Google Docs.  “Fez falta, sim!”, talvez dissesse Arnaldo Cézar Coelho, “falta clara, pra cartão vermelho, muito bem marcada!”  De fato, só vejo duas linhas de cenários possíveis que conduzem a essa falta.&lt;/p>&lt;p>Numa delas, algum funcionário, preocupado e responsável, chamou atenção pra questão de privacidade da publicação automática de contatos particulares no Buzz: além de ser um uso público inesperado de informação particular, levanta riscos para relacionamentos pessoais (já em risco, vá lá), para jornalistas e suas fontes anônimas, para ativistas de direitos humanos perseguidos por tiranos (não é irônico que, poucos dias após &lt;a href="http://googlepublicpolicy.blogspot.com/2010/01/new-approach-to-china.html" class="external" rel="nofollow">denunciar a invasão chinesa&lt;/a>, Google &lt;a href="http://neteffect.foreignpolicy.com/posts/2010/02/11/wrong_kind_of_buzz_around_google_buzz" class="external" rel="nofollow">torna pública a informação&lt;/a> que os invasores buscavam?), e sabe lá pra quem mais.  Aí, um gerente comercial mais preocupado em tentar ganhar espaço no imenso mercado de redes sociais, em que Google está atrás, descarta a objeção e vai em frente com o plano de construir a rede do dia para a noite com contatos particulares.  Péssimo, né?&lt;/p>&lt;p>Noutro cenário, nenhuma das inteligentíssimas pessoas que trabalham para o Google e estavam envolvidas no projeto considerou nada disso. Honestamente, não sei qual das possibilidades é mais preocupante.&lt;/p>&lt;p>Não que eu tenha perdido alguma coisa.  Eu era relativamente cuidadoso com as informações que disponibilizava pro Google.  Porém, tendo pontos de contato públicos, eu acabava induzindo outras pessoas a compartilharem informação com Google, seja quando queriam entrar em contato comigo a respeito de assuntos pessoais, seja quando simplesmente seguiam o modelo que eu adotava, sem saber dos cuidados que eu tomava.  Por isso, achei melhor dar um basta.&lt;/p>&lt;p>Além disso, talvez eu tenha mesmo tomado menos cuidado do que deveria, dadas as novas circunstâncias.  Aliás, isso levanta um ponto importante.  Tem gente que não está nem aí que seus contatos sejam públicos, e por isso minimiza o problema do Buzz.  Mas será que se importaria se o conteúdo de suas conversas ou correios eletrônicos fosse exposto?  Desta vez, a informação que Google publicou não lhes incomodaria, mas e da próxima?  Quem pode saber que novas circunstâncias surgirão?&lt;/p>&lt;p>A política pode mudar de um instante para outro, como mudou com o Buzz.  Apesar de vários dos problemas do Buzz terem sido corrigidos prontamente, a confiança de que essas questões seriam levadas a sério e tratadas adequadamente, de modo a evitar problemas, e sem precisar de protestos generalizados, já se foi.  Pena.&lt;/p>&lt;p>Quem já achava que era uma questão de bom senso, que não cabia confiar no Google para questões tão sensíveis como integridade física, contatos com fontes anônimas, redes de combate a tirania, teria enfrentado minha discordância antes, pois eu via Google defendendo na justiça a privacidade até de prováveis pedófilos virtuais.  Hoje, concordo: não dá pra confiar a privacidade ao Google, e tenho certeza de que Google já sabe muito bem a falta que a confiança faz.&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Copyright 2010 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/falta-que-ela-faz" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/falta-que-ela-faz&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/falta-que-ela-faz.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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FLISOL na cabeça!&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/flisol-2010.pt?action=edit&amp;amp;section=
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=433" class="external" rel="nofollow">décima-primeira edição, de fevereiro de 2010&lt;/a>, da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>Está se aproximando o maior evento distribuído de Software Livre do mundo: o Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre. Todos os anos, em centenas de cidades, reúnem-se militantes do Software Livre e, digamos, pessoas normais que querem aprender sobre Software Livre e tê-lo instalado em seus computadores.  Em edições anteriores, algumas das sedes já reuniram mais de 5 mil pessoas cada uma.  Este ano, o festival está marcado para 24 de abril.  Ainda dá tempo de organizar uma sede em sua cidade!&lt;/p>&lt;p>Para falar um pouco sobre esse grande evento, convidamos o militante de Software Livre, membro do conselho da Fundação Software Livre América Latina, Alexandre Oliva, que tem participado do FLISOL nos últimos 3 anos.&lt;/p>&lt;ul>&lt;li>O que pretende o FLISOL?&lt;/li>&lt;/ul>&lt;p>Vejo um consenso nas comunidades que o promovem de que há dois grandes objetivos: a divulgação do Software Livre e sua filosofia, e a integração das comunidades de Software Livre da América Latina.&lt;/p>&lt;p>A integração se promove através da coordenação necessária para a organização de um evento desse porte, e pela regra de que não deve haver mais de uma sede do evento por cidade, de maneira que as comunidades locais somem esforços ao invés de se dividirem.&lt;/p>&lt;p>A divulgação se faz não só através da instalação de Software Livre a quem leve seus computadores, como diz o nome do evento, mas também através de palestras técnicas e filosóficas, tanto para ensinar os novos usuários a utilizar o software recém-instalado, como para “instalar” na cabeça das pessoas a filosofia do compartilhamento, da autonomia, do respeito ao próximo, da busca do bem comum e do enfrentamento às ameaças às liberdades de todos.&lt;/p>&lt;ul>&lt;li>Que software vocês instalam?&lt;/li>&lt;/ul>&lt;p>Depende da sede.  Uma das regras mais marcantes do FLISOL é que não há regras.  Cada sede se organiza de forma praticamente independente, embora existam coordenações nacionais e internacionais.&lt;/p>&lt;p>Então, você vai encontrar sedes que instalam de fato Software Livre: sistemas operacionais inteiramente Livres, como OpenBSD, UTUTO XS, Venenux, Trisquel, gNewSense, BLAG, Dragora, Kongoni, Musix, Dyne:bolic, Vegnux NeonatoX, RMS's Mostly Slax, Parabola, além de aplicativos Livres para sistemas operacionais diversos, como os expoentes OpenOffice.org (no Brasil, BROffice.org) e Mozilla Firefox.&lt;/p>&lt;p>Mas também vai encontrar sedes que instalam, distribuem e promovem software grátis, ainda que não seja Livre, promovendo a confusão que existe ao redor desses termos.&lt;/p>&lt;p>Software Livre respeita as liberdades essenciais dos usuários de executar, estudar, adaptar, melhorar e distribuir o software, inclusive comercialmente.  Pode estar no domínio público ou ter seus direitos autorais licenciados de maneiras que permitam aos usuários gozar dessas liberdades, exigindo ou não que essas permissões sejam passadas adiante junto com o software.&lt;/p>&lt;p>Já software grátis, embora possa ser distribuído e executado sem ônus, normalmente não permite ao usuário, com ou sem ajuda de terceiros à sua escolha, estudar seu funcionamento ou adaptá-lo para que funcione como deseja.  Serve como plataforma para o desenvolvedor impor suas escolhas sobre os usuários: justamente a antítese da autonomia defendida pelo movimento Software Livre.&lt;/p>&lt;p>Ocorre que muitas das distribuições mais populares de GNU/Linux, *BSD e OpenSolaris incluem muito Software Livre, mas também bastante software grátis privativo, que priva usuários das liberdades fundamentais.  Muitos usuários, e por vezes as próprias distribuições, não fazem distinção.  São distribuições grátis, mas não Livres, e propagam essa confusão.  Mesmo as que fazem a distinção acabam transmitindo uma ideia de que o software privativo seja algo benéfico, ao invés de uma armadilha para capturar, subjugar e controlar usuários.&lt;/p>&lt;ul>&lt;li>Você se opõe à instalação dessas distribuições no FLISOL?&lt;/li>&lt;/ul>&lt;p>Não exatamente.  Não tenho nada contra as distribuições, tenho algo contra o software privativo que elas distribuem.&lt;/p>&lt;p>Instalar um Debian GNU/Linux, para em seguida substituir o Linux que ela distribui pelo Linux-libre correspondente, do projeto Freed-ebian, resulta um sistema Livre.  Instalar o Fedora, para em seguida instalar o Linux-libre correspondente do projeto Freed-ora, e aí remover os pacotes *-firmware não-Livres, dá no mesmo.  Dá pra fazer algo parecido com Gentoo, que inclusive oferece em seus repositórios de pacotes um Linux-libre.  Noutras distros que não separem as coisas tão claramente, pode ficar mais difícil.&lt;/p>&lt;p>Muito mais simples e seguro é já instalar uma distro Livre, em que o usuário nem vai correr o risco de ser induzido pelo sistema a instalar software privativo e cair na armadilha depois do evento.  E ainda se reforçam as comunidades de Software Livre da América Latina, berço de mais de metade das distros Livres.&lt;/p>&lt;ul>&lt;li>Então por que tem gente que instala as não-Livres?&lt;/li>&lt;/ul>&lt;p>Só posso especular, mas minha impressão é de que prevalece um senso competitivo de comunidade, uma coisa de carregar a bandeira da sua distribuição favorita aonde for, de minimizar e relevar as falhas e discrepâncias do próprio “time”, maximizando e reverberando os boatos a respeito de dificuldades e erros dos times dos outros.&lt;/p>&lt;p>Acredito que a maior parte dos que defendem ferrenhamente algumas distros quase-Livres nunca sequer experimentaram as variantes Livres que existem delas, e guiam-se por boatos e suposições incorretas sobre suas limitações.&lt;/p>&lt;p>Por exemplo, há quem acredite que não dá para assistir a vídeos nos formatos mais comuns utilizando Software Livre.  É uma confusão conceitual.  Há Software Livre para executar praticamente qualquer formato, mesmo aqueles cobertos por patentes de software, porque as patentes são válidas em alguns poucos países.  Há distribuições não-Livres que evitam esses Softwares Livres, não para serem menos privativas, mas para evitar riscos de processos pelos titulares das patentes nesses países.  Já as distribuições Livres em geral incluem esses programas, pois não cedem as liberdades sem uma boa briga.&lt;/p>&lt;ul>&lt;li>Mas e as incompatibilidades de hardware?&lt;/li>&lt;/ul>&lt;p>Também há muito exagero nesse sentido.  Ao contrário dos formatos de vídeo, aqui há um fundo de verdade: há, de fato, dispositivos cujos projetistas fazem questão de controlar a vida de seus clientes, desrespeitando seus direitos humanos e liberdades essenciais.&lt;/p>&lt;p>Para explicar isso a novos ou futuros usuários de Software Livre, começo com exemplos como o iPad, quase todos os telefones celulares, consoles de jogos, videocassetes digitais e por aí vai.  São computadores disfarçados, configurados para controlar, espionar, restringir e tornar usuários impotentes e dependentes do fornecedor. Carregam valores diametralmente opostos aos que o Movimento Software Livre propõe.  Você deve poder controlar sua própria vida e a tecnologia que usa. Ninguém deveria tirar essa liberdade de você.&lt;/p>&lt;p>Ainda que os computadores convencionais não sejam tão desrespeitosos assim, muitos de seus componentes, também computadores disfarçados, são.  Placas controladoras de rede com e sem fio, de vídeo, áudio e disco, entre outras, têm seus próprios processadores e memória.  São computadores, por vezes igualmente configurados para controlar, espionar, restringir e tornar usuários impotentes e dependentes de seus fornecedores.  Pior: às vezes você nem sabe que seu computador tem componentes assim, que conseguem espionar tudo que acontece no seu computador e estão conectados diretamente à rede.  Muita gente prefere nem pensar nisso, para deleite dos que querem que seja assim.&lt;/p>&lt;p>Os computadores que possuem componentes assim exigem que a gente abra mão de nossas liberdades para que funcionem.  Esses computadores, deveríamos rejeitar, por solidariedade a todos que poderiam se tornar vítimas deles.  É nosso dever de cidadão solidário combater esse abuso de poder e exigir o respeito à liberdade de todos.  Todos podemos fazer essa exigência, levando esse fator em conta na hora de escolher quais equipamentos eletrônicos comprar.&lt;/p>&lt;p>Mas de repente você já tem um computador assim faz tempo.  Não pode levá-lo ao vendedor para exigir de volta o pagamento pelo computador que, na verdade, nunca foi realmente seu.&lt;/p>&lt;p>Muitas vezes é possível substituir os componentes desse computador por outros que não sejam inimigos de nossa liberdade.  Outras vezes, não, por raras questões técnicas ou porque seus projetistas as configuraram para que não funcionem mais se você substituir os componentes por outros que queira usar para se tornar Livre.  Há registros de comportamento anti-ético assim de fornecedores de computadores com placas de rede sem fio, discos rídigos e outros componentes.&lt;/p>&lt;p>Ainda assim, quase sempre é possível conseguir um componente equivalente que funcione com USB ou outras portas de expansão de computadores: assim dá pra conectar um dispositivo de rede com ou sem fio, um disco rígido, ou até uma controladora de vídeo, mesmo em  computadores configurados para servir não a você, mas ao seu projetista.&lt;/p>&lt;p>Talvez não seja tão conveniente quanto usar o dispositivo que foi embutido na máquina para controlar você.  Talvez lhe pareça mais conveniente aceitar o abuso, ao invés de dizer aos projetistas e vendedores quem você faz questão que controle seu computador.&lt;/p>&lt;p>Se você aceita o abuso, vão continuar abusando de você e de todos.  Se rejeita, se não compra o que tentam impor, e se mais gente age assim, vão perceber que lhes custa e passar a respeitar a todos, não porque façam questão de nos respeitar, mas porque querem vender.&lt;/p>&lt;p>Por isso, não configuro componentes privativos do computador quando instalo Software Livre para um amigo.  Sugiro e ajudo a que providencie um componente compatível com seu computador e com sua liberdade, ainda que lhe custe e não lhe resulte tão conveniente.&lt;/p>&lt;p>Se instalasse o software privativo que o componente exige, meu amigo ficaria confortável com o resultado e provavelmente se esqueceria do problema.  Quando chegasse a hora de comprar outro computador, compraria outro que não o respeita, dando mais poder aos projetistas que tentam nos controlar a todos.  Instalá-lo seria um favor não ao amigo, mas ao fornecedor, que ganharia ou manteria um escravo.&lt;/p>&lt;p>Não o instalando, meu amigo se lembra do problema todas as vezes que o uso do substituto lhe pareça menos conveniente.  Quando chega a hora de comprar o próximo computador, vai tomar cuidado para que não lhe imponha essa inconveniência.  Fará um favor a si mesmo e a todos.&lt;/p>&lt;p>Se alguém prefere evitar a inconveniência agora, ao invés de instalar toda uma distribuição Livre no computador, instalo alguns programas Livres no sistema que já está lá.  O usuário continua com as inconveniências com as quais já se acostumou, mas sei que vai gostar dos programas, e que numa próxima oportunidade, quem sabe num futuro FLISOL, virá com outro computador, comprado com cuidado para que Software Livre funcione 100% nele.  Claro que me disponho a ajudar na escolha.&lt;/p>&lt;p>Pra quem preferir, instalo ambos: os aplicativos no sistema já em uso, e as distros Livres, de modo que o usuário possa escolher qual iniciar a cada vez que ligar o computador.  E quanto alguma incompatibilidade dificultar o uso de algum componente, o usuário lembrará que o projetista do componente lhe quer como escravo e nos impede de ajudá-lo a ser Livre enquanto use aquele computador.&lt;/p>&lt;ul>&lt;li>O que você sugere para quem quer colaborar com o FLISOL?&lt;/li>&lt;/ul>&lt;p>Visite &lt;a href="http://flisol.net" class="external" rel="nofollow">http://flisol.net&lt;/a>, veja se já há alguma sede em cidade próxima, entre em contato e ofereça seus esforços.  Se não houver, procure outras pessoas do Software Livre nas redondezas e registrem uma sede!&lt;/p>&lt;p>Aproveitem para baixar distros Livres para oferecer (ou vender cópias) para os participantes.  Não esqueça de baixar e oferecer também os fontes, algumas licenças de Software Livre exigem pelo menos a oferta deles.&lt;/p>&lt;p>Para os que carregam a bandeira de alguma distro não inteiramente Livre, procure descobrir o que há de não-Livre na sua distro favorita, para evitar instalar esses componentes no FLISOL.  Isso fica fácil instalando uma distro Livre baseada nela: compare as funcionalidades e os pacotes instalados e disponíveis.  Experimente usar a versão Livre por um tempo, para saber orientar melhor os participantes em relação às diferenças, e até para quebrar mitos que existam a respeito.  Até 24 de abril tem tempo!  Se gostar, vá ficando.  Aproveite pra dar uma força pra comunidade da distro Livre!&lt;/p>&lt;p>Sua familiaridade vai permitir transmitir uma mensagem mais coerente com a do FLISOL, na hora de instalar e distribuir software, sem deixar de promover sua distribuição favorita.  Se você gosta do Debian, instale e diga que está instalando o gNewSense 3, uma versão Livre do Debian.  Se lhe agrada o Fedora, vá de BLAG.  Se é fã do Ubuntu, escolha Trisquel, Venenux ou gNewSense 2.3.  Para os fãs de Slackware, Kongoni e RMS's Mostly Slax.  Do Arch, Parábola.  Do Gentoo, UTUTO XS é um descendente distante.&lt;/p>&lt;p>Dentro da proposta do FLISOL, também cabe instalar a distro quase-Livre e remover ou substituir os componentes não-Livres por outros Livres, enquanto explica ao participante como evitar cair nas armadilhas.  A mensagem fica um pouco menos coerente, mas por outro lado vai ter mais tempo pra explicar.&lt;/p>&lt;p>Prepare também sua palestra, para ajudar os iniciantes a começar a usar os sistemas Livres, entrar em contato com as comunidades, e aprender a filosofia que nos move.  Lembre que a instalação do software a gente faz no computador, mas a liberdade é o usuário que precisa instalar na própria cabeça, na própria vida.&lt;/p>&lt;ul>&lt;li>E pros participantes?&lt;/li>&lt;/ul>&lt;p>Visitem &lt;a href="http://flisol.net" class="external" rel="nofollow">http://flisol.net&lt;/a>, localizem a sede mais próxima, e apareçam lá dia 24 de abril!  Isso, se não quiserem ajudar a organizar.  Não precisa saber de Software Livre pra ajudar a organizar um evento.&lt;/p>&lt;p>Levem seus computadores e faça questão que instalem somente Software Livre neles, de preferência mais de uma distribuição, pra poder conhecer e escolher melhor.  Havendo dificuldades, peçam dicas para comprar seus próximos computadores.&lt;/p>&lt;p>Mais importante, liberem suas mentes para conhecer a filosofia de liberdade, solidariedade e respeito ao próximo do Movimento Software Livre.  Assistam às palestras, façam perguntas e mantenham contato.&lt;/p>&lt;p>Sejam bem-vindos à imensa comunidade de Software Livre da América Latina!&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Copyright 2010 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/flisol-2010" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/flisol-2010&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/flisol-2010.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Confiança é algo que se constrói com dificuldade ao longo de anos, mas se perde numa fração de segundo.&lt;/p>&lt;p>Faz tempo que lhe dou acesso a algumas partes íntimas da minha vida. No começo, eram só arquivos de listas públicas.  Aí, você me ajudou a manter contato com amigos que de outra forma eu talvez nunca mais encontrasse.  Aí você começou a escutar minhas conversas, mas até isso era mais ou menos ok, pois eu tinha aceitado, não tinha?  Você sempre disse que &lt;a href="http://www.npr.org/blogs/alltechconsidered/2009/08/google_cofounder_sergey_brin_s.html" class="external" rel="nofollow">eu podia confiar em você&lt;/a>, e eu confiei.  Não parecia que você iria compartilhar a informação particular que eu compartilhei com você, então a confiança foi aumentando ao longo dos anos.&lt;/p>&lt;p>Mas outro dia conheci um lado seu que não conhecia, &lt;a href="http://www.eweekeurope.co.uk/news/privacy-comments-by-google-boss-irk-mozilla-founder-2734" class="external" rel="nofollow">dizendo na TV&lt;/a> o quanto você valorizava a privacidade: que se havia alguma coisa que eu não quisesse que ninguém soubesse, eu não deveria fazer essa coisa.  Ainda assim, achei que fosse um simples engano seu, e que eu ainda podia confiar em você, então eu continuei com você.&lt;/p>&lt;p>E aí o Buzz me atingiu.  Foi demais pra mim.&lt;/p>&lt;p>Até onde sei, não dependo de minha privacidade neste momento para minha segurança física, como &lt;a href="http://www.businessinsider.com/outraged-blogger-is-automatically-being-followed-by-her-abusive-ex-husband-on-google-buzz-2010-2" class="external" rel="nofollow">Harriet Jacobs&lt;/a>, ou para o desempenho de meu trabalho, como &lt;a href="http://www.bit-tech.net/news/bits/2010/02/11/googles-buzz-causes-privacy-concerns/1" class="external" rel="nofollow">jornalistas que tiveram suas fontes expostas&lt;/a> quando Buzz foi empurrado para cima deles.&lt;/p>&lt;p>Mas, assim como confiança, privacidade é algo que custa dedicação ao longo de anos, e um pequeno erro desfaz um monte de trabalho duro. Não quero esperar pelo dia em que eu perceba que preciso de minha privacidade de volta.&lt;/p>&lt;p>Google, perdi a confiança que tinha depositado em você, mas não acho que seja tarde demais para eu evitar perder também minha privacidade. Estou fechando nossas contas conjuntas, esvaziando as gavetas que você reservou para mim no seu closet, destruindo as chaves depois de trancar as portas, e não vou lhe deixar mais acessar minhas partes íntimas.&lt;/p>&lt;p>Também estou dizendo a todos os nossos amigos que eu terminei com você, e por quê.  Também vou convidá-los a se manterem em contato comigo através de outros meios.&lt;/p>&lt;p>Para mensagens instantâneas, podem chegar a mim em &lt;a href="mailto:lxoliva@jabber.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@jabber.org&lt;/a> e &lt;a href="mailto:lxoliva@jabber-br.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@jabber-br.org&lt;/a>.  Mesmo aqueles que escolham continuar com você podem registrar esse endereço alternativo no GTalk, ainda que eu preferiria que se registrassem em jabber.org usando alguma implementação em Software Livre do protocolo de mensageria instantânea XMPP adotado pelo GTalk, como o Pidgin.&lt;/p>&lt;p>Para redes sociais, vou continuar com a rede do &lt;a href="http://softwarelivre.org/lxoliva" class="external" rel="nofollow">PSL-Brasil&lt;/a>, que roda Noosfero, e &lt;a href="http://gnewbook.org" class="external" rel="nofollow">gNewBook&lt;/a>, construído sobre elgg.  Não se preocupe, Google, não vou entrar no &lt;a href="http://mashable.com/2010/01/10/facebook-founder-on-privacy/" class="external" rel="nofollow">Facebook&lt;/a>, seria pelo menos tão &lt;a href="http://boingboing.net/2010/01/11/interview-with-faceb.html" class="external" rel="nofollow">burro&lt;/a> quanto continuar no Orkut.&lt;/p>&lt;p>Para microblogging, continuo no &lt;a href="http://identi.ca/lxoliva" class="external" rel="nofollow">identi.ca&lt;/a>, que roda StatusNet.&lt;/p>&lt;p>Pidgin, Noosfero, elgg e StatusNet são todos &lt;a href="http://fsfla.org/about/what-is-free-software" class="external" rel="nofollow">Software Livre&lt;/a>.  Eles respeitam as liberdades essenciais de seus usuários, inclusive usuários através da rede.  Eu sei que tenho direito de compartilhá-los com meus amigos, adaptá-los para minhas necessidades, instalar minhas próprias cópias e configurar minhas próprias redes interoperáveis se eu quiser, e muito mais.  Ao contrário de outros serviços de microblogging, redes sociais e mensagens instantâneas.  E, ainda por cima, &lt;a href="http://fsfe.org/campaigns/valentine-2010/valentine-2010.html" class="external" rel="nofollow">estou amando&lt;/a> desenvolvedores deles.&lt;/p>&lt;p>Quanto a e-mail, uso &lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a> para assuntos de Software Livre e &lt;a href="mailto:oliva@lsd.ic.unicamp.br" class="external" rel="nofollow">oliva@lsd.ic.unicamp.br&lt;/a> para outras coisas...  E-mail é pra ser particular, então não recomendaria usar qualquer serviço de terceiros, mesmo que construído sobre Software Livre.  Nao é difícil configurar seu próprio serviço de e-mail via web; eu mesmo administro os servidores dos dois endereços pessoais que uso.  Não têm um exército de empregados seus por trás deles, mas dada a &lt;a href="http://therumpus.net/2010/01/conversations-about-the-internet-5-anonymous-facebook-employee/?full=yes" class="external" rel="nofollow">entrevista do funcionário do Facebook&lt;/a>, um exército assim parece mais uma maldição que uma bênção.&lt;/p>&lt;p>Google, se precisar, você sabe onde me encontrar e, se não soubesse, há outros serviços de busca por aí que podem saber.  O mesmo vale para todos os meus amigos.  Vejo vocês por aí.&lt;/p>&lt;p>Até blogo,&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../xsvnwiki-discuss/2010-02-14-bye-bye-google.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/start' border=0/>&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/1' border=0/> Discussion (3)&lt;/a>
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Trust is something we work hard to build over the years, but lose in a split second.&lt;/p>&lt;p>I have long granted you access to some private parts of my life.  At first, it was just archiving public mailing lists.  Then, you helped me keep in touch with friends that I might otherwise never see again. Then you started listening on my conversations, but even that was sort of ok, for I had agreed with it, hadn't I?  You always said &lt;a href="http://www.npr.org/blogs/alltechconsidered/2009/08/google_cofounder_sergey_brin_s.html" class="external" rel="nofollow">I could trust you&lt;/a>, and I did.  It didn't look like you'd share the private information I shared with you, so trust built over the years.&lt;/p>&lt;p>But the other day I met a side of yours I didn't know, &lt;a href="http://www.eweekeurope.co.uk/news/privacy-comments-by-google-boss-irk-mozilla-founder-2734" class="external" rel="nofollow">saying on TV&lt;/a> how much you valued privacy: that if there was something I didn't want anyone else to know, I shouldn't be doing it in the first place.  Still, I thought that was a simple mistake of yours, and that I could still trust you, so I carried on with you.&lt;/p>&lt;p>And then Buzz hit me.  That was too much.&lt;/p>&lt;p>As far as I know, I depend on my privacy right now for my physical safety, like &lt;a href="http://www.businessinsider.com/outraged-blogger-is-automatically-being-followed-by-her-abusive-ex-husband-on-google-buzz-2010-2" class="external" rel="nofollow">Harriet Jacobs&lt;/a>, or for the performance of my job, like &lt;a href="http://www.bit-tech.net/news/bits/2010/02/11/googles-buzz-causes-privacy-concerns/1" class="external" rel="nofollow">journalists who had their sources exposed&lt;/a> when Buzz was pushed upon them.&lt;/p>&lt;p>But, like trust, privacy is something that takes dedication over the years, and a single mistake will undo a lot of hard work.  I don't want to wait for the day I realize I need my privacy back.&lt;/p>&lt;p>Google, I lost the trust I had in you, but I don't think it's too late for me to avoid losing also my privacy.  I'm closing our shared accounts, I'm emptying the drawers you saved for me in your closet, I'm destroying the keys after locking the doors, and I won't grant you access to my private parts any more.&lt;/p>&lt;p>I'm also telling all my friends that I broke up with you, and why. I'll also invite them to keep in touch with me through other means.&lt;/p>&lt;p>For instant messaging, I'm reachable at &lt;a href="mailto:lxoliva@jabber.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@jabber.org&lt;/a> and &lt;a href="mailto:lxoliva@jabber-br.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@jabber-br.org&lt;/a>.  Even those who choose to remain with you can register this alternate address in GTalk, although I'd much rather they registered at jabber.org using some Free Software implementation of the XMPP instant messaging protocol adopted by GTalk, like Pidgin.&lt;/p>&lt;p>For social networking, I'm sticking to the &lt;a href="http://softwarelivre.org/lxoliva" class="external" rel="nofollow">PSL-Brasil&lt;/a> network, that runs Noosfero, and &lt;a href="http://gnewbook.org" class="external" rel="nofollow">gNewBook&lt;/a>, built upon elgg. Don't worry, Google, I'm not joining &lt;a href="http://mashable.com/2010/01/10/facebook-founder-on-privacy/" class="external" rel="nofollow">Facebook&lt;/a>, that would be at least as &lt;a href="http://boingboing.net/2010/01/11/interview-with-faceb.html" class="external" rel="nofollow">stupid&lt;/a> as remaining on Orkut.&lt;/p>&lt;p>For microblogging, I'm sticking to &lt;a href="http://identi.ca/lxoliva" class="external" rel="nofollow">identi.ca&lt;/a>, that runs the StatusNet.&lt;/p>&lt;p>Pidgin, Noosfero, elgg and StatusNet are all &lt;a href="http://fsfla.org/about/what-is-free-software" class="external" rel="nofollow">Free Software&lt;/a>.  They respect the essential freedoms of its users, even those users across the net.  I know I'm entitled to share them with my friends, adapt them to my own needs, install my own copies and set up my own interoperable networks if I want to, and more.  That's unlike other microblogging, social networking and instant messaging services.  And, what's more, &lt;a href="http://fsfe.org/campaigns/valentine-2010/valentine-2010.html" class="external" rel="nofollow">I'm in love&lt;/a> with their developers.&lt;/p>&lt;p>As for e-mail, I use &lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a> for Free Software matters and &lt;a href="mailto:oliva@lsd.ic.unicamp.br" class="external" rel="nofollow">oliva@lsd.ic.unicamp.br&lt;/a> for other stuff...  E-mail is supposed to be private, so I wouldn't recommend using any third party service, even if it's built on Free Software.  It's not hard to set up one's own web mail service; I manage myself the servers of both personal addresses I use.  They don't have an army of your employees behind them, but given the &lt;a href="http://therumpus.net/2010/01/conversations-about-the-internet-5-anonymous-facebook-employee/?full=yes" class="external" rel="nofollow">Facebook employee interview&lt;/a>, such an army sounds more like a curse than a blessing.&lt;/p>&lt;p>Google, if you need, you know where to find me and, if you didn't, there are other search engines out there that may know.  The same goes to all of my friends.  I'll see you all around.&lt;/p>&lt;p>So blong,&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../xsvnwiki-discuss/2010-02-14-bye-bye-google.en">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/start' border=0/>&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/2' border=0/> Discussion (5)&lt;/a>
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Ainda estou pra tentar tirar algo de útil desse um mês de trabalho violento...&lt;/p>&lt;p>Depois disso, entrei em férias, e, salvo correções ocasionais de regressões que introduzi no GCC com o projeto que pretendia otimizar, tenho trabalhado no Linux-libre.  Além de uma nova imagem mostrada no boot e na &lt;a href="http://linux-libre.fsfla.org/" class="external" rel="nofollow">página de rosto do projeto&lt;/a>, que reusa, no símbolo de %, a barra de GNU/Linux-libre, para embutir as imagens do GNU e do Freedo no texto 100% Freedom, consegui dobrar a velocidade e reduzir em 10 vezes o consumo de memória do script deblob-check, o que mais consome recursos no processo de limpeza e liberação do Linux.  E ainda há ainda mais melhorias no mapa!  Viva!&lt;/p>&lt;p>Também estreei a série Mitologia Grega na Revista Espírito Livre, com um artigo que faz um paralelo entre rituais não inteiramente desvendados praticados na Grécia antiga e o uso de software privativo e secreto para enviar declarações de ofe-rendas ao Leão de Neméia. Foi divertido escrever, espero que fique agradável de ler e, mais importante, que mostre cabalmente o quão insensatos são os argumentos sustentados pela Realeza Fiscal, err, Receita Federal, para não liberar o IRPF2010.  O &lt;a href="../pub/misterios-de-eleusis" class="internal">artigo&lt;/a> elabora alguns dos temas que enviei como &lt;a href="http://www.fsfla.org/pipermail/softwares-impostos/2010-January/000084.html" class="external" rel="nofollow">relatório de problemas&lt;/a> encontrados na versão de testes do IRPF2010, publicada e já tirada do ar pela RF.&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Ainda deu tempo de dar uma passadinha no Campus Party Brasil, na quarta-feira 26, pra participar de uma mesa redonda sobre direito autoral no Campus Fórum, enquanto assistia no telão ao lado notícias sobre o lançamento, no mesmo dia, do &lt;a href="http://www.defectivebydesign.org/ipad" class="external" rel="nofollow">computador com mais restrições artificiais&lt;/a> já lançado até hoje, um exemplo que espero que não seja jamais imitado ou superado.  Campus Party definitivamente não é um evento de Software Livre :-(&lt;/p>&lt;p>Fui abençoado pelo tempo no dia da viagem.  Embora chuvoso, não trouxe caos ao trânsito de Sampa nem na ida nem na volta.  Quase fez parecer que não há incompatibilidade entre vida inteligente e uso de automóveis em São Paulo.  Noticiários sobre a véspera e o dia seguinte lembraram que a impressão foi “nuvem passageira, que com o vento se vai” (quem lembra da música?)  Nessa altura, já dava pra mudar o nome da cidade pra Rios de Janeiro, porque, pelas &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-falta-que-fazem-aqueles-quatro-reporteres/" class="external" rel="nofollow">negociatas da dupla chuchu serrado&lt;/a>, parece que o problema não tem solução à vista.  Ou, no caso, tudo aponta para que a cidade seja uma imensa solução pouco salina, mas com alta concentração de catástrofes. “Chove, chuva, chove sem parar...” já encheu, por assim dizer.&lt;/p>&lt;p>Lá no Campus Party, Larissa se divertiu bastante passeando com o GNU e &lt;a href="http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/images/larissa/2010-01/" class="external" rel="nofollow">dançando no Sound Walk&lt;/a>.  No debate, defendi a extinção do direito autoral, posição pessoal que já venho defendendo em artigos como &lt;a href="../pub/nem-tudo-vale-a-pena" class="internal">Nem Tudo Vale a Pena&lt;/a>, escrito para o blog coletivo &lt;a href="http://www.trezentos.blog.br" class="external" rel="nofollow">Trezentos&lt;/a> e para o &lt;a href="http://meganao.wordpress.com" class="external" rel="nofollow">MegaNão ao AI-5.0&lt;/a>, e &lt;a href="../pub/repartindo-o-bolo-direito" class="internal">Repartindo o Bolo Direito&lt;/a>, escrito para o &lt;a href="../pub/senaed2009" class="internal">SENAED 2009&lt;/a>.&lt;/p>&lt;p>Lamento ter esquecido de esclarecer que se trata de posição pessoal, não necessariamente promovida ou defendida pela FSFLA, e não ter podido abordar o copyleft (tanto o da GPL, da defesa das liberdades do Software Livre, quanto o “tudo pode” que alguns entendem por esse termo, especialmente nos meios da Cultura Livre) e como ele se encaixa nessa minha posição.  Fica pra outra ;-)&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Não posso fechar o mês sem comentar um dilema, uma aparente contradição me atormentou nesse mês, após algumas discussões filosóficas bem interessantes no micro-blog &lt;a href="http://identi.ca/lxoliva" class="external" rel="nofollow">identi.ca&lt;/a>: a &lt;a href="http://www.fsf.org/blogs/rms/selling-exceptions" class="external" rel="nofollow">defesa de RMS&lt;/a> à prática de venda de licenças permissivas para software liberado sob copyleft, com argumentos que me pareceram bastante familiares, mas nem por isso menos brilhantes, contrastada com a rejeição da prática de alguns usuários de aceitar e defender, a título de liberdade de escolha, a aceitação de restrições que fazem o software privativo e os usuários vítimas, qualificando essa aceitação, com as consequências que traz, como &lt;a href="http://fsfla.org/circular/2007-02#1" class="external" rel="nofollow">invasão da liberdade do próximo&lt;/a>.&lt;/p>&lt;p>De um lado, parecemos não fazer questão que alguns utilizem seu poder (no caso, direito autoral) para evitar que agressores causem danos a toda a sociedade; de outro, fazemos questão que as vítimas usem seu poder (no caso, o poder de compra) para se levantar contra os agressores para evitar que agressores causem danos a toda a sociedade. Fiquei um tempão procurando razão para a diferença, considerando inclusive as possibilidades de que alguma das duas posições seja incorreta.  Esta noite finalmente vi uma luz nessa aparente contradição, mas ainda não estou pronto para documentar minhas conclusões.  Provavelmente vou escrever um artigo a respeito.  Quem tiver pensamentos para compartilhar a respeito, fique à vontade para usar o espaço de discussão desta postagem no meu blog, mantido gentilmente pela FSFLA em seu site.&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Ufa!  Foi tanta coisa que já não me surpreende mais que o mês tenha parecido passar voando!  Como dizia aquele senhor na propaganda do banco: “Esse Bamerindus!...”  E já nem existe mais Bamerindus.  Nem a poupança que meu avô abriu lá quando nasci.  Aproveitei as férias para transferir para outro banco, depois de descobrir que a agência em que ela ficava também não existia mais.  O HSBC só esqueceu de me avisar...  Perdeu o cliente.&lt;/p>&lt;p>Um que quase perdeu o cliente foi a NET.  Parecia brincadeira.  O Virtua e o NET-Fone vinham me atendendo relativamente bem, até o meio do mês.  Começou ali um Cai-não-Cai que não aguentei: depois da terceira queda no período de uma semana, justamente em meu horário de trabalho, perdi a paciência depois que dois atendentes desligaram na minha cara pra não me dizer o que é que estava acontecendo na região que estava precisando de tanta manutenção programanda, e quanto é que isso ia acabar e o serviço ia voltar ao normal.  Quando voltou o serviço, abri chamado junto à ouvidoria da NET.  Acho que era um domingo de madrugada.  Detalhe: no sábado, tinham ligado numa pesquisa de opinião da NET para perguntar o que eu estava achando dos serviços. Já manifestei meu descontentamento ali, mas a ouvidoria ouviu (ou, no caso, leu) mais.  Retornou na segunda à tarde, estornando a cobrança dos dias sem serviço e prometendo que o problema não ocorreria mais. Ãrrã.  Caiu de novo na terça de madrugada.  Liguei outra vez, “ganhei” desconto de mais um dia (pra não receber o serviço e não pagar por ele, não precisava de contrato, né?) e cobrei uma explicação, que (surpresa!) não veio.  Engraçado como eles fazem manutenções emergenciais programadas (?!?), como substituição de cabos, justamente depois de a ouvidoria dizer que não estava tudo bem.  Patético mesmo era o atendente e o sistema de atendimento eletrônico insistirem que minha região continuava sem sinal de Internet e de telefone e que ficaria assim até as 13h, quando eu estava usando o telefone alegadamente sem sinal para fazer a chamada às 3h.  Doh!  Ah, e claro que essa não foi a última vez que deu problema.  Na noite seguinte, mais uma interrupção, mas depois parece que tomaram jeito.  Mas juro que vou olhar pras outras opções de Internet Banda Larga da região onde moro.&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Ah, e teve outro episódio de relevância para defesa ao consumidor este mês.  Em outubro de 2008, comprei um computador portátil da Amazon PC no Submarino.  Ingênuo, eu, achando que, tratando-se de fabricante nacional, seria mais fácil exigir ressarcimento pelo sistema operacional vendido casado com o hardware que eu queria, e conseguir eventuais correções de eventuais defeitos encontrados na programação básica do sistema.  Tudo ilusão.  Vinha cheio de defeitos na BIOS, que inviabilizavam a operação do GNU/Linux na máquina (embora a AmazonPC alegadamente comercializasse o computador também com GNU/Linux pré-instalado).&lt;/p>&lt;p>A máquina ficou, no total, uns 8 meses na autorizada, depois de eu passar um mês anotando os problemas dela e ter tirado de lá umas duas vezes pra ver se conseguia contornar os problemas, e uma última para reunir provas para usar em eventual processo judicial.  Tipo, nem a resolução da tela tinha vindo igual ao anúncio!&lt;/p>&lt;p>Os infinitos contatos com o atendimento do Submarino sempre acabavam em conexão interrompida, promessa de retorno que não ocorria, ou exigência de laudo condenatório emitido pela autorizada, cujo dono, meu amigo, dizia que a fábrica o proibia de emitir.&lt;/p>&lt;p>Precisou meu advogado mandar uma carta pra ouvidoria do Submarino, cancelando a compra e exigindo a devolução do valor pago, notificando que entraríamos com processo por crimes contra o consumidor (venda casada, negação de serviço de garantia e falta de prestação de informações a respeito do produto) pedindo não só o dinheiro de volta, mas indenizações por danos morais e outras despesas incorridas, para o Submarino se mexer.  A ouvidoria entrou em contato poucos dias antes de a venda completar um ano.  Agendou a retirada do equipamento e mandou carta pra operadora do cartão de crédito para estornar a venda, dizendo que o crédito poderia demorar até duas faturas.  Chegou a terceira fatura, e nada.  A operadora negava ter recebido a carta.  A ouvidoria me ouviu de novo, descobriu que a carta foi enviada tarde demais (o limite é 90 dias após a transação, vou fingir que acredito que o Submarino não sabia que mandá-la um ano depois não teria efeito algum), e prometeu fazer um DOC para uma conta à minha escolha, com o valor pago, até o final do mês.  E não é que fez, mesmo?&lt;/p>&lt;p>Chato é que, com isso tudo, não consegui, como pretendia, questionar a venda casada e obter ressarcimento somente pela licença do Windows que acompanhava a máquina (pelos preços e pelos termos de garantia, que praticamente vedavam a substituição do sistema, parecia que na verdade era uma máquina que acompanhava um Windows).  A máquina era tão problemática que não havia condições de ficar com ela.  Mas morri com a despesa dos vários acessórios que comprei pra tentar fazer a máquina funcionar direito, além das horas de trabalho perdidas brigando com a máquina e com os atendentes do Submarino e da AmazonPC.  Felizmente, acabou!&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Nossa!, já é fevereiro fazem umas 5 horas!  Vou ficando por aqui!&lt;/p>&lt;p>Até blogo...&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../xsvnwiki-discuss/2010-01-31-agitos-de-janeiro.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Mitologia Grega: Mistérios de e-Lêusis&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/misterios-de-eleusis.pt?action=edit&amp;amp;section=
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=420" class="external" rel="nofollow">décima edição, de janeiro de 2010&lt;/a>, da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>Para quem não programa computadores, as linguagens parecem grego. Influências e-litistas se aproveitam do prevalente analfabetismo digital (anunzerismo?) para estabelecer mitos diversos, que se sustentam em crendices populares a despeito das incompatibilidades com a ciência e-lênica.  Restam a nós, devidamente unzerizados e movidos pela ética do respeito ao próximo, os doze trabalhos, entre eles os de limpar a barra de nossa ciência (pra não falar dos currais do rei Aúgias) e de enfrentar as feras que aterrorizam a população, como a Hidra de Lerna, o Javali de Erimanto e a mais apavorante das criaturas, o Leão da Realeza Fiscal de Neméia.&lt;/p>&lt;p>A planície do Peloponeso habitada pelo Leão fica a meio caminho entre Atenas e Esparta, uma famosa pelo espírito guerreiro agressivo, a outra berço da democracia, devendo seu nome à deusa da sabedoria. Lamentavelmente, os princípios democráticos da capital parecem não ter chegado à terra do Leão.  Carente tanto da estratégia espartana quanto da sabedoria ateniense, os monarcas da Realeza Fiscal cultuam práticas ocultistas Mitikas e, do alto de seu empinado Olimpo imaginário, impõem seus caprichos aos mortais, de forma ofensiva à democracia e à liberdade, em flagrante descompasso com o lema nacional helênico: “Liberdade ou Morte”.&lt;/p>&lt;p>Os Mistérios de e-Lêusis são rituais ainda não completamente desvendados, executados entre março e abril, ao final do inverno grego.  Enquanto alguns estudiosos sustentam que são conduzidos para agradar as deusas da agricultura, para que proporcionem boas colheitas na Fazenda, outros afirmam que as ofe-rendas visam a apaziguar o Leão. Crê a Realeza Fiscal que as instruções dos rituais, em grego acessível aos alfabetizados, devem permanecer exclusivamente nas mãos de seus sacerdotes, pois só o segredo sobre elas garantiria o retorno seguro de Perséfone à Fazenda, ou das ofe-rendas ao Leão.  Mitos!&lt;/p>&lt;p>A grande preocupação manifestada pela Realeza Fiscal é a falsificação dos .jarros com papiros que trazem as Instruções para Rituais de Preparação e Frete (IRPF) de ofe-rendas, compiladas num javanês críptico, difícil de entender mesmo para gregos iniciados, mas que os sacerdotes garantem que, executados pelos intérpretes javaneses recomendados, produzirão o efeito divino almejado pela RF.&lt;/p>&lt;p>Não têm os mortais como saber se os rituais que executam são de fato os impostos pela RF, pois nada nos .jarros autentica a origem das instruções.  É fácil fabricar .jarros semelhantes aos fornecidos pela RF, porém com instruções totalmente diferentes, que possam até deixar os intérpretes possuídos por espíritos maléficos.  Mesmo que mortais percebam a adulteração rapidamente, o dano já estaria feito.&lt;/p>&lt;p>Por mais que a RF mistifique o javanês, é evidente que publicar as instruções em grego em nada aumentaria ou reduziria esses riscos.  A solução é permitir aos mortais autenticar a origem das instruções, conforme os preceitos da ciência e da tecnologia e-lênica: Hellas Tēle Trans Porte Seguro (HTTPS) e assinaturas confiáveis baseadas em Spartan-Hellenic Authentication (SHA) e criptografia assimétrica.&lt;/p>&lt;p>Teme a RF também a adulteração pontual das instruções.  Segundo mitos e crendices da RF, publicar as instruções somente em javanês críptico evita esse risco.  Enganam-se!  Há muitíssimos falantes fluentes de javanês, capazes de compreender o suficiente das instruções crípticas a ponto de adulterá-las para que se dirijam as ofe-rendas a outras divindades, ou até mesmo a outros mortais, sem que os ofertantes sequer percebam.  O risco existe com ou sem instruções em grego.&lt;/p>&lt;p>A adulteração não requer nem a tradução de todo o javanês críptico para grego, como fez uma vez este que vos escreve; basta conhecer algumas palavras chaves de javanês, encontrá-las no papiro e fazer as pequenas alterações, adicionando outros papiros conforme necessário. Para dar segurança ao mortal, são necessários meios para autenticar a origem das instruções.  Poder ler as instruções em grego, ao invés de aumentar o risco, o reduz, pois ao menos os alfabetizados poderiam notar divergências.&lt;/p>&lt;p>Mas e a segurança da Realeza Fiscal?  Com as instruções em grego, mortais poderiam alterar os procedimentos em benefício próprio, reduzindo as ofe-rendas para o Leão!  Sem as instruções em grego, ao contrário dos mitos cultuados pelos monarcas, também.  É não só possível como fácil.  Este que vos escreve sabe como zerar o valor da ofe-renda anual, alterando apenas uma letra nas instruções em javanês. Mas funciona, mesmo?  Claro que não, nem poderia!&lt;/p>&lt;p>O Leão, que recebe as ofe-rendas, não supõe que os cálculos foram feitos conforme suas exigências, assim como não o fazia quando os recebia em papiro.  Se o fizesse, privilegiaria indevidamente os iniciados, os falantes de javanês e os suficientemente abastados para contratá-los.  O sistema da RF é construído de forma a verificar o cumprimento das exigências legais, após a entrega das ofe-rendas.  Por isso mesmo, a facilitação de adulteração das instruções, propiciada por instruções em grego, não aumentaria o risco para os monarcas: se o aumentasse, mortais já estariam adulterando as instruções em javanês e negando as ofe-rendas ao Leão.&lt;/p>&lt;p>De outro lado, aqueles que quiserem se certificar de que as ofe-rendas que entregam, discriminadas também em idioma desconhecido, cumprem suas obrigações fiscais, não podem, ainda que sejam responsabilizáveis e puníveis caso desviem da lei.  Nega-se aos mortais essa segurança, mediante desrespeito ao princípio democrático e constitucional da transparência.  Se o respeito representasse algum risco, as instruções em grego disponibilizadas por este que vos escreve, traduzidas e atualizadas do javanês das instruções de anos anteriores, já haveriam materializado o risco, demandando ação corretiva imediata.  Não houve, nem precisa haver: os riscos não têm relação alguma com o acesso às instruções em grego, senão com a falta de outras medidas.&lt;/p>&lt;p>Como justificar, então, que os mortais não possam sequer cumprir o dever democrático de fiscalizar a RF e seus sacerdotes, verificando se os rituais codificados nas instruções de fato cumprem o que demanda a lei?  Para que pudessem fazê-lo, as instruções para os rituais precisariam ser publicadas também em grego.  Mas não são.  O que dizem, só Zeus sabe.  Pelo amor de Afrodite, já Hera hora, Cronos!&lt;/p>&lt;br/>&lt;p>Copyright 2010 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/misterios-de-eleusis" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/misterios-de-eleusis&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/misterios-de-eleusis.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=402" class="external" rel="nofollow">nona edição, de dezembro de 2009&lt;/a>, da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>No filme “Ameaça Virtual”, os mocinhos derrotaram o vilão publicando, sem autorização, mas como contribuição para a humanidade, o programa de controle de uma rede de satélites de comunicação já usado para inúmeros ilícitos e crimes.  Na vida real, um juiz no Paraná decidiu que é ilícita a publicação de um programa de comunicação em rede, mesmo com autorização, porque poderia ser usado para ilícitos.  Dura lex, sed lex?  Não, não foi problema de lei dura, mas de leitura: um jurista tropeçou na interpretação, mas quem acabou caindo foi o juiz. &lt;br/>&lt;a href="http://www.internetlegal.com.br/2009/09/tjpr-decide-que-e-ilicito-o-uso-de-software-p2p-para-baixar-arquivos-pela-internet/" class="external" rel="nofollow">http://www.internetlegal.com.br/2009/09/tjpr-decide-que-e-ilicito-o-uso-de-software-p2p-para-baixar-arquivos-pela-internet/&lt;/a>&lt;/p>&lt;p>É certo que toda possibilidade de comunicação é vista pela indústria fonográfica, que moveu o processo, como ameaça para seu obsoleto modelo de negócios.  Para ela, um programa para receber e transmitir arquivos quaisquer virou um vilão a ser exterminado do futuro, do presente e, quando a Skynet tomar consciência, até do passado.&lt;/p>&lt;p>Em primeira instância, o juiz percebeu o absurdo de impedir a livre distribuição do programa autorizada por seu titular, dados seus inúmeros usos lícitos.  Seria como proibir o comércio de facões para evitar cenas como as de Psicose, ou de motosserras para evitar as do Massacre da Serra Elétrica.&lt;/p>&lt;p>Mas os membros da indústria fonográfica, velozes e furiosos em sua cruzada cons-Piratória, recorreram e conseguiram uma decisão apoiada em argumento tão torto e amplo que, caso se sustentasse, representaria um perigo real e imediato para todos.  Tornaria igualmente ilícita a distribuição ou comercialização de satélites e antenas de comunicação, modems, telefones, videocassetes, câmeras, computadores em geral, sistemas operacionais, servidores e programas de navegação na Internet, programas para gerência de controle de lojas virtuais, programas para reprodução de música e filmes e para correio eletrônico, microfones, papel, caneta e qualquer outro “sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para percebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda” (Lei 9610, art 29/VII).  Forçando só um pouquinho, proibiria o comércio até de facas e motosserras, para deleite dos desafetos do suspense no cinema.&lt;/p>&lt;p>“O juiz errou,” ex-plica o ex-juiz e ex-terminador Arnold Cæsar Schwartze Rabbit, “a regra é clara.”  A lei exige autorização do titular de direito autoral de uma obra para a distribuição “da obra mediante tais sistemas”, não dos sistemas propriamente ditos.&lt;/p>&lt;p>O programa motivo do processo, embora permita ao usuário selecionar arquivos para baixar, inclusive obras autorais, não realiza todo o processo: inúmeros outros sistemas são indispensáveis para que o processo funcione.  Além do programa, é necessário um sistema operacional, um sistema computacional (processador, memória, disco rígido, mouse, teclado, tela), um ou mais sistemas de telecomunicação (modem, roteadores, cabos, antenas e satélites), e sistemas reciprocamente equivalentes juntos a alguém disposto a transmitir os arquivos.&lt;/p>&lt;p>Cada um desses sistemas habilita o usuário a realizar a seleção da obra, a recebê-la e a percebê-la, portanto a distribuição de cada um deles seria proibida se aplicado o mesmo argumento, não importando os usos lícitos.  De fato, um sistema operacional típico demonstrou ser suficiente, no computador usado para compartilhamento de obras descoberto há algum tempo no Senado Federal brasileiro.  Vários desses sistemas oferecem até a previsibilidade estabelecida em lei, ao contrário do programa de recepção P2P em questão, em que “quem formula a demanda” não tem possibilidade alguma de determinar previamente o tempo em que poderá perceber a obra, se é que a receberá.&lt;/p>&lt;p>Previsibilidade suficiente para se enquadrar nos ditames da lei oferecem sistemas como videocassetes, reprodutores de DVDs, programa de computador para reprodução de áudio e vídeo, até mesmo aqueles presentes em câmeras fotográficas e de vídeo.  Segundo o argumento que apoiou a decisão, caso possam ser usados para permitir ao usuário escolher onde e quando assistir a uma obra qualquer, sem autorização de seu titular, seu comércio deve ser proibido.&lt;/p>&lt;p>Mas o trecho da lei que apoiou a decisão, se lido da forma distorcida que norteou a decisão, proibiria qualquer sistema que permitisse a mera seleção de obras para apreciação em hora e local determinados, ainda que as obras não fossem percebidas ou distribuídas através do sistema.  O microfone do karaoke pode ser usado para amplificar a execução de uma canção sem autorização, assim como para incitar à violência, mas nem por isso seu comércio seria proibido.  Mas, pela leitura proposta, deveria ser, porque alguém poderia, através dele, solicitar a execução pública não autorizada de uma obra.&lt;/p>&lt;p>Pelo mesmo argumento, como alguém poderia oferecer um sistema de venda de cópias não autorizadas de obras autorais através de telefone, teria de ser proibida a venda de telefones.  Como se poderia efetuar a seleção através de loja virtual, em que programas de gerência de loja, servidores de páginas de Internet e navegadores cumpririam papéis essenciais para possibilitar a seleção, cada um deles teria de ser proibido.  Já que a seleção poderia ser feita através de correio eletrônico, seriam banidos os programas de correio eletrônico, e como o correio convencional seria alternativa viável, adeus lápis, papel, caneta e envelope.  O recurso de utilizar para seleção de obras marcas feitas a faca em muros previamente combinados, ou com motosserras em árvores, levaria à proibição de facas, muros, motosserras e árvores... Absurdo, não?&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/perigo-virtual-e-imediato.pt?action=edit&amp;amp;section=Baixaria">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Baixaria">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="baixaria">&lt;/a>&lt;h2>Baixaria&lt;/h2>&lt;p>Outro argumento estranho acatado pelo juiz foi de que o download, isto é, a recepção de cópia de uma obra, pode ser infração de direito autoral.  Não há menção na lei de direito autoral à necessidade de autorização para receber cópias, e é assim que deve ser.  Não fosse, imagine receber, pelo correio convencional ou eletrônico, de remetente não identificado, cópias de obras autorais para, em seguida, receber do titular da obra oferta de acordo oneroso de licenciamento da obra, acompanhado de ameaça de processo judicial caso você não o aceitasse.&lt;/p>&lt;p>Seria um modelo de negócios extremamente lucrativo para titulares de direitos autorais inescrupulosos, se encontrasse respaldo na lei.  É falacioso e perigosíssimo argumentar que esse modelo se torna viável pelo simples fato de a recepção das obras se dar através da Internet, por e-mail ou por acesso a páginas.&lt;/p>&lt;p>Acessar páginas na Internet, seguir enlaces enviados por outros, abrir e-mails, tudo isso envolve receber não só o texto da página ou da mensagem, mas imagens, sons, audiovisuais e programas de computador que as páginas contenham, muitas vezes por referência, de tal forma que se efetuam downloads adicionais sem intervenção do usuário. Quando se segue um enlace, não se sabe de antemão se sua visualização envolve receber obras então distribuídas por terceiros, que talvez não tenham as permissões necessárias para a transmissão.  Não faz sentido punir o receptor que não tem como saber de antemão nem quais obras vai receber, muito menos como verificar se o transmissor tem todas as permissões necessárias para efetuar a transmissão.  “A regra é clara, não cabe penalidade", intervém novamente Arnold Cæsar Schwartze Rabbit, “impedimento não se aplica quando quem recebe está no campo de defesa.”&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/perigo-virtual-e-imediato.pt?action=edit&amp;amp;section=Impropriedade">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Impropriedade">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="impropriedade">&lt;/a>&lt;h2>Impropriedade&lt;/h2>&lt;p>Acata também o juiz a falsa noção de que direito autoral se trata de propriedade sobre a obra, e que portanto necessita ser protegido a mando da Constituição Federal Brasileira.  Não há respaldo na lei para tal presunção.  Ao contrário, não há uma menção sequer a termos como proprietário ou dono na lei de direito autoral.  Há as figuras de autor e de titular dos direitos patrimoniais, mas se entende, desde as origens do direito autoral, que obras autorais pertencem à sociedade, que, a fim de incentivar sua publicação, concede aos autores o privilégio de um poder temporário de exclusão de certos tipos de usos da obra.  O direito autoral patrimonial é um bem artificial, apropriável e perecível, que estabelece amarras limitadas e temporárias nas obras autorais, estas bens sociais, públicos e potencialmente perenes.&lt;/p>&lt;p>Há uma campanha internacional iniciada há poucas décadas para distorcer leis de direito autoral e outras que em quase nada se assemelham, para que opinião pública, leis, constituição e jurisprudência considerem obras e invenções como propriedade, justificando assim toda sorte de abusos, restrições, impedimentos e extensões de prazos, que roubam da sociedade os benefícios que levaram à concessão de privilégios monopolistas como o direito autoral. “Meter a mão, não pode!  A regra é clara, o juiz deve interromper o lance!”&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/perigo-virtual-e-imediato.pt?action=edit&amp;amp;section=Final dramático">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Final dramático">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="final-dram-tico">&lt;/a>&lt;h2>Final dramático&lt;/h2>&lt;p>Há juízes que não percebem essa tentativa de distorção das leis e acabam agindo com base numa visão parcial, incompatível com a imparcialidade que se exige de sua profissão.  “Lei da vantagem não quer dizer dar vantagem para um dos times!”, comenta revoltado Walter CasaMonstro.  Com o gol que deveria ter sido anulado, o placar ficou injusto e assim o jogo vai se arrastando para a prorrogação, num final dramááático, para desespero de toda a nossa torcida.&lt;/p>&lt;p>Mas torcida e regulamento estão a nosso favor, aqui e no mundo inteiro.  Ameaça virtual, perigo real e imediato, só se o juiz estivesse jogando para os adversários, cada vez mais velozes e mais furiosos.  Esperamos que não, que ele só tenha se enganado, já que o jogo é difícil e a pressão é grande.  Vamos torcer para que não cometa o mesmo erro de novo.&lt;/p>&lt;p>Bem, amigos, vamos chegando ao final do tempo regulamentar...  Assista em breve aos melhores momentos.  Voltaremos com novos lances logo após as cerimônias de encerramento, adicionando ao brilho dos fogos de artifício o desejo e a esperança de que o futuro traga paz, saúde, sucesso e justiça!&lt;/p>&lt;hr/>&lt;p>Copyright 2009 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/perigo-virtual-e-imediato" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/perigo-virtual-e-imediato&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/perigo-virtual-e-imediato.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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A Distopia do Remoto Controle
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A Distopia do Remoto Controle
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A Distopia do Remoto Controle&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/distopia-do-remoto-controle.pt?action=edit&amp;amp;section=
Alexandre Oliva &amp;lt;lxoliva@fsfla.org&amp;gt;
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Alexandre Oliva &amp;lt;lxoliva@fsfla.org&amp;gt;
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=392" class="external" rel="nofollow">oitava edição, de novembro de 2009&lt;/a>, da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;pre> Meu amor cadê você?
 Eu acordei
 Não tem ninguém ao lado...
 
 Pela janela do quarto
 Pela janela do carro
 Pela tela, pela janela
 Quem é ela? Quem é ela?
 Eu vejo tudo enquadrado
 Remoto controle...
 -- Adriana Calcanhotto, em Esquadros&lt;/pre>&lt;p>Muito já se falou e escreveu sobre o risco de ceder controle sobre seu computador a alguém potencialmente mal intencionado.  A confiança cega que alguns depositam em fornecedores de software privativo dificulta a aceitação da plausibilidade do risco, mas fatos recentes corroboram o perigo, mostrando que nem só de más intenções se o constrói.&lt;/p>&lt;p>Veja o caso da Amazon.com.  Vendeu milhares de cópias da distopia orwelliana 1984, restritas ao seu leitor portátil de livros eletrônicos, antes de descobrir que tal distribuição não fora autorizada.  Presumivelmente por receio das perdas que sofreria numa disputa e provável derrota judicial, achou por bem interromper as vendas da obra e cancelar as vendas já concluídas: comandou os equipamentos que carregavam cópias da obra a que as removessem imediatamente.  Para usar o termo escolhido pelo próprio fabricante para batizar o produto, ateou fogo nos livros.  É capaz disso porque mantém controle remoto sobre esses equipamentos que supostamente já não mais lhes pertencem.  Curioso é que, etimologicamente, a palavra “remòto” provém justamente do particípio passado do verbo “removère”, remover.  A obra foi “remòta” remotamente, clientes reclamaram, Amazon.com prometeu não fazer mais, mas o prospecto de que fatos semelhantes se repitam é cada vez menos, digamos, remoto.&lt;/p>&lt;p>Há semelhanças com o caso da nVidia, levada ao tribunal e condenada pela implementação de uma otimização nos chipsets que desenvolveu para diversas placas mãe.  Não conseguiu obter permissão para uso da tecnologia, então acabou tendo de fazer todo o possível para desabilitar a otimização, até nas placas que já estavam nas mãos de clientes.  Precisou convencer todos os fabricantes de placas mãe com os chipsets otimizados a preparar e publicar “atualizações” da BIOS que impediriam o uso da otimização.  Ante o risco jurídico, foi fácil convencê-los a também remover as versões antigas que o permitiriam. Diversos usuários mantiveram o bom desempenho de seus equipamentos evitando a atualização.  Felizmente para eles, a nVidia não tinha mecanismos à sua disposição para providenciar a remoção remota da funcionalidade.  Mas há quem tenha...&lt;/p>&lt;p>Fornecedores de programas que funcionam através da Internet, por exemplo, podem determinar, a cada acesso ao serviço, qual versão do programa executar ou oferecer ou não para o usuário.  Computadores possuídos pelo Microsoft Windows também consultam seu mestre todos os dias, e podem ser comandados a instalar atualizações sem sequer avisar ao usuário.  O mesmo pode acontecer com computadores possuídos por qualquer outro software privativo, seja sistema operacional, seja aplicativo.  Não podendo estudar o código fonte, adaptá-lo às próprias necessidades e preferências ou contar com a ajuda de terceiros à sua escolha para fazê-lo, usuários podem classificar software privativo em dois grupos: os que sabidamente estão sob controle remoto de seus mestres e os que talvez estejam.  Todo software privativo carrega o risco de que o fornecedor decida ou seja obrigado a dar uma, digamos, amazoneada orwelliana no programa.  O usuário acorda no outro dia e descobre que sua amada funcionalidade não está mais ao seu lado.&lt;/p>&lt;p>Pode ocorrer de o usuário se ver impedido de acessar seus próprios dados, sem aviso prévio.  A empresa canadense i4i, por exemplo, processou a Microsoft por uso de algumas técnicas de representação de dados em formato XML, entendendo que o Microsoft Word praticava essas técnicas.  Microsoft foi multada e proibida de comercializar o Word nos EUA.  Cabe recurso, mas o juiz até que foi complacente.  Poderia ordenar que a Microsoft fizesse tudo que estivesse ao seu alcance para que usuários em qualquer lugar do mundo não mais pudessem se valer dessas técnicas desenvolvidas e distribuídas a partir dos EUA pela Microsoft.  Ela teria de utilizar sua porta dos fundos em cada computador possuído pelo Windows para forçar a atualização do Word para uma versão sem essas funcionalidades.  Verdade seja dita, não seria um grande desastre: com algum esforço da Microsoft, continuaria possível abrir arquivos OpenXML, ainda que com alguma perda.  Mas outras patentes poderiam ser tão amplas a ponto de exigir a remoção de todo o suporte a um determinado formato de arquivos, deixando usuários cujos computadores são controlados remotamente imediatamente incapazes de acessar os dados que assim armazenaram.  O pior é que não parece que juízes ou titulares de patentes estejam inclinados a se preocupar com os usuários e, dados os termos típicos de licenciamento de software privativo, haveria pouquíssimas possibilidades para demandar do fornecedor sequer reparação pela perda de funcionalidade.&lt;/p>&lt;p>Há outro caso aterrorizante, que materializa os piores pesadelos de Tim Berners-Lee.  A empresa americana Eolas obteve patente sobre plugins para navegadores, processou a Microsoft em 1999, teve a patente anulada em 2004, reverteu a anulação em 2005 e acabaram chegando a um acordo judicial em 2007, permitindo à Microsoft reativar facilidades que desativara para contornar a patente.  Eolas teve recentemente outra patente concedida nos EUA, agora sobre tecnologias AJAX, aquelas que tornam páginas web interativas sem precisar de plugins.  Armada dessas patentes, processou Google, Yahoo, Apple, Sun, Amazon.com, Citigroup, JPMorgan, eBay, Go Daddy, Playboy, YouTube e outras 14 empresas.  Quantas delas cederão às ameaças e pagarão pela proteção para usar essas tecnologias para servir seus clientes? Quantas resistirão, tentando invalidar ou contornar as patentes, correndo o risco de serem obrigadas, por ordem judicial, a puxar o tapete dos clientes?  Quantos clientes desprevenidos cairão?  Quantos receberão como última atualização silenciosa a remoção da funcionalidade, baseada em plugins do navegador, que permitiria receber outras atualizações?  Quantos conseguirão ler na Internet as notícias a respeito, antes de terem os navegadores infratores silenciosamente “remòtos” de seus computadores?&lt;/p>&lt;p>Patentes de software são uma péssima ideia, como já previa o visionário Bill Gates em 1991.  Enquanto a Corte Suprema dos EUA tenta por um fim à distorção de decisões anteriores que deu margem a essa aberração, o órgão responsável por receber pedidos de patentes no Brasil se empenha em desprezar nossa lei e importar a interpretação distorcida, impondo um enorme risco desnecessário e daninho a todos os desenvolvedores, distribuidores e usuários de software do país.&lt;/p>&lt;p>Mesmo revertidos esses desmandos, o risco aqui exposto permaneceria enquanto fornecedores mantiverem o poder de controlar remotamente os computadores de seus usuários.  Mesmo sendo bem intencionados, havendo qualquer munição jurídica capaz de levar um juiz a ordenar que façam tudo que estiver ao seu alcance para evitar que usuários se valham de certas funcionalidades de programas que deles receberam, podem ser obrigados a usar o controle remoto de maneira daninha aos usuários e a si mesmos.  Ainda que não reconheçamos patentes de software ou outros poderes de exclusão injustos, um juiz remoto pode dar a ordem na origem do software e afetar usuários no mundo inteiro.&lt;/p>&lt;p>Fornecedores de software e hardware, pelo seu próprio bem, deveriam deixar de manter controle remoto sobre os computadores de seus clientes.  Nós, usuários, não deveríamos jamais ceder o controle sobre nossos computadores e dados, exorcizando o software privativo que os possui: utilizando somente Software Livre, do qual nosso controle não é “remòto”, escapamos do enquadramento.  “Quem é ela?  Quem é ela?”, que vislumbramos cortada e destroçada nas telas e janelas de quartos e carros do e-mundo distópico do remoto controle?  Seu nome é Liberdade! Ame-a e cuide para não acordar um dia e descobrir que ela foi, tipo assim, “remòta”!&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/distopia-do-remoto-controle.pt?action=edit&amp;amp;section=Referências">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Referências">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="refer-ncias">&lt;/a>&lt;h2>Referências&lt;/h2>&lt;ul>&lt;li>&lt;a href="http://letras.mus.br/adriana-calcanhotto/43856/" class="external" rel="nofollow">http://letras.mus.br/adriana-calcanhotto/43856/&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.theregister.co.uk/2009/07/18/amazon_removes_1984_from_kindle/" class="external" rel="nofollow">http://www.theregister.co.uk/2009/07/18/amazon_removes_1984_from_kindle/&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=106989048" class="external" rel="nofollow">http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=106989048&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.defectivebydesign.org/blog/1248" class="external" rel="nofollow">http://www.defectivebydesign.org/blog/1248&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.fsf.org/news/amazon-apologizes" class="external" rel="nofollow">http://www.fsf.org/news/amazon-apologizes&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.etimo.it/?term=remoto" class="external" rel="nofollow">http://www.etimo.it/?term=remoto&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.nforcershq.com/forum/bios-update-warning-t72851.html" class="external" rel="nofollow">http://www.nforcershq.com/forum/bios-update-warning-t72851.html&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.dvhardware.net/article30967.html" class="external" rel="nofollow">http://www.dvhardware.net/article30967.html&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.ngohq.com/news/14892-nvidia-forced-to-disable-chipset-pci-prefetch.html" class="external" rel="nofollow">http://www.ngohq.com/news/14892-nvidia-forced-to-disable-chipset-pci-prefetch.html&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://fsfla.org/blogs/lxo/pub/isca-anzol-rede" class="external" rel="nofollow">http://fsfla.org/blogs/lxo/pub/isca-anzol-rede&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.findmysoft.com/news/Microsoft-Pushes-Windows-Updates-without-User-Permission/" class="external" rel="nofollow">http://www.findmysoft.com/news/Microsoft-Pushes-Windows-Updates-without-User-Permission/&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.fsf.org/blogs/rms/mac-osx-mistakes-and-malfeatures" class="external" rel="nofollow">http://www.fsf.org/blogs/rms/mac-osx-mistakes-and-malfeatures&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/8197990.stm" class="external" rel="nofollow">http://news.bbc.co.uk/2/hi/8197990.stm&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.groklaw.net/article.php?story=20090817235436439" class="external" rel="nofollow">http://www.groklaw.net/article.php?story=20090817235436439&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://homembit.com/2009/10/openxml-who-fooled-who.html" class="external" rel="nofollow">http://homembit.com/2009/10/openxml-who-fooled-who.html&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://arstechnica.com/tech-policy/news/2009/10/company-that-won-585m-from-microsoft-sues-apple-google.ars" class="external" rel="nofollow">http://arstechnica.com/tech-policy/news/2009/10/company-that-won-585m-from-microsoft-sues-apple-google.ars&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eolas" class="external" rel="nofollow">http://en.wikipedia.org/wiki/Eolas&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.groklaw.net/article.php?story=20091002212330353" class="external" rel="nofollow">http://www.groklaw.net/article.php?story=20091002212330353&lt;/a>&lt;/li>&lt;li>&lt;a href="http://www.groklaw.net/staticpages/index.php?page=2009022607324398" class="external" rel="nofollow">http://www.groklaw.net/staticpages/index.php?page=2009022607324398&lt;/a>&lt;/li>&lt;/ul>&lt;hr/>&lt;p>Copyright 2009 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/distopia-do-remoto-controle" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/distopia-do-remoto-controle&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/distopia-do-remoto-controle.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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(Falta de) Educación con Software Libre
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(Falta de) Educación con Software Libre&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.es?action=edit&amp;amp;section=
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado (en portugués) en la &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=364" class="external" rel="nofollow">séptima edición, de octubre de 2009&lt;/a>, de la &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>Empecé a escribir este artículo en ruta al Congreso de Educación, Software y Conocimiento Libres, en la República Dominicana, en el netbook educacional Lemote Yeeloong que he usado como mi computadora principal.  No imaginaba que publicaríamos allá la Declaración de Santo Domingo, acerca del uso educacional de Software y materiales educacionales Libres, con pensamientos y consideraciones en los borradores que escribí en el vuelo acerca del software al que mi hija iba a ser expuesta en la escuela fundamental.&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.es?action=edit&amp;amp;section=En Casa">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#En Casa">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="en-casa">&lt;/a>&lt;h2>En Casa&lt;/h2>&lt;p>Hasta ahora, ha sido relativamente sencillo evitar que ella sea expuesta a las molestias del software privativo: su uso de computador, aunque sea frecuente, está en acuerdo con los preceptos éticos, morales y sociales del Movimiento Software Libre.  Aunque quizás todavía no tenga la conciencia moral y social para comprender un problema al cual ella ni siquiera fue expuesta, la presencia exclusiva de Software Libre en nuestra casa prácticamente garantiza que no se vuelva dependiente de ningún programa.  Eso es algo por lo que todo usuario de software, todo padre y todo maestro deben velar.&lt;/p>&lt;p>¡No es que ella use poco software!  Empezó con el maravilloso GCompris, una suite Libre de actividades educacionales que integra más de un ciento de actividades para jóvenes y niños con 2 años o más, con apariencia muy atractiva, música clásica de primera calidad y versiones en español y en portugués incluso de las frases de felicitación que el programa habla cuando el niño supera una etapa. Mientras resuelven rompe-cabezas, ejercita la memoria, descifra códigos, hace dibujos, animaciones y cuentas, aprende letras y palabras, los niños son motivados por las mascotas del Software Libre, presentes en muchas actividades.  Para los mayores, hay incluso experimentos científicos, como armar circuitos eléctricos y programar barcos y submarinos. ¡Extraordinario!&lt;/p>&lt;p>Otro Software Libre exitoso en casa es Sugar, más conocido por su adopción, por el proyecto One Laptop per Child, OLPC, como estándar de interfaz en sus portátiles educacionales.  En ese sistema hay desde los programas más obvios y de propósito general, como navegador y editor de textos, hasta los más direccionados a la educación, como juegos y actividades de programación, incluso con el lenguaje Logo. Además de ser instalable en muchas distribuciones de GNU+Linux, hay versiones que arrancan y corren desde CD y pen-drive.  El estudiante puede llevar su sistema completo a su casa: programas, preferencias personales y incluso los trabajos que hizo, sin necesitar llevarse una computadora.&lt;/p>&lt;p>Volví desde Santo Domingo con una copia del gaucho Pandorga GNU/Linux, gentileza de Tatiana, principal autora de InVesalius (Software Libre para visualización de imágenes médicas tridimensionales) y una de las mayores divulgadoras y promotoras del Software Libre en Brasil y en la América Latina.  La novedad más apreciada fue TuxMath, un juego que adiestra en las operaciones aritméticas en un escenario de defensa antiaérea: diversión y agilidad matemática garantizadas.&lt;/p>&lt;p>Lamentablemente, Sugar on a Stick (la versión para CD y pen-drive de Sugar), Pandorga GNU/Linux y la distribución GNU/Linux educacional que mantiene el Ministerio de la Educación de Brasil usan versiones privativas de Linux, en vez de Linux-libre.  ¿Acaso tienen planes para corregirlo, como hizo el gallego Trisquel, que también habla español y portugués, trae GCompris, TuxMath, KDE Edu y mucho más, y prepara una versión educacional con Sugar?  Mientras espero esa novedad, también ansío por el momento de traer a mi casa el panel programable de LEDs que Danilo César, líder del proyecto pedagógico “Robótica Livre”, dijo que haría para mi hija.  ¡Le va a gustar mucho!&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.es?action=edit&amp;amp;section=En la Escuela">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#En la Escuela">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="en-la-escuela">&lt;/a>&lt;h2>En la Escuela&lt;/h2>&lt;p>Mientras las escuelas públicas se preparan para ofrecer “Un Computador por Alumno”, con Software Libre, a las poblaciones que en su mayoría no tienen computadoras de propósito general, las escuelas privadas desperdician sus presupuestos menos limitados en software privativo, incompatible con la misión de educar.&lt;/p>&lt;p>No es que el software privativo elegido por las escuelas no logre el propósito para el cuál se lo diseñó.  A veces sí lo logra.  El problema es que el propósito educacional, cuando el software es privativo, viene siempre acompañado de otros propósitos indeseables. Son esos otros propósitos que crean hábitos perjudiciales y limitan las posibilidades de aprendizaje.&lt;/p>&lt;p>El objetivo de la educación no se debe limitar a transmitir información.  Debe preparar al alumno para ser un ciudadano libre y independiente, un buen miembro de la sociedad, apto a utilizar el conocimiento y las técnicas que se le proporcionaron para buscar conocimiento que desee o necesite, así como para desarrollar nuevo conocimiento, para el bien de todos.&lt;/p>&lt;p>Software Libre, es decir, software que respeta las libertades de los usuarios de ejecutar el software para cualquier propósito, de estudiar el código fuente del software y adaptarlo para que haga lo que el usuario desee, de hacer y distribuir copias del software, y de mejorarlo y distribuir los cambios, permite que personas usen computadores sin renunciar el ser libres e independientes, sin aceptar condiciones que les impidan obtener o crear el conocimiento deseado.&lt;/p>&lt;p>Software que priva el usuario de cualquiera de esas libertades no es Libre, es privativo, y mantiene usuarios divididos, dependientes e impotentes.  No es una cuestión técnica, no tiene nada que ver con el precio ni con la tarea práctica desempeñada por el software.  Un mismo programa de computador puede ser Libre para algunos usuarios y no-Libre para otros, y tanto los Libres como los privativos pueden ser gratis o no.  Pero además del conocimiento que fueron diseñados para transmitir, uno de ellos enseñará libertad, mientras el otro enseñará servidumbre.&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.es?action=edit&amp;amp;section=Falta de Educación">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Falta de Educación">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="falta-de-educaci-n">&lt;/a>&lt;h2>Falta de Educación&lt;/h2>&lt;p>Si el usuario depende del permiso del desarrollador del software para instalarlo o usarlo en una computadora cualquiera, el desarrollador que decida negarlo, o demande contrapartida para permitirlo, efectivamente tendrá control sobre el usuario.  Peor si el software almacenará información del usuario de manera secreta, que solamente el proveedor del software sepa decodificar: o el usuario paga el rescate impuesto por el proveedor, o pierde su propio conocimiento que confió a su control.  Sea cual sea la elección, quedarán menos recursos para utilizar en la educación.&lt;/p>&lt;p>Tener acceso negado al código fuente del programa impide que el alumno aprenda cómo el software funciona.  Puede parecer poco, para alguien ya acostumbrado con esa práctica que busca también controlar y, a veces, engañar al usuario: con el código fuente, cualquier interesado podría percibir y evitar un comportamiento indeseable, inadecuado o incorrecto del software.  A través de esa imposición de impotencia, el proveedor crea un monopolio sobre posibles adaptaciones del software: sólo podrán ser desarrolladas bajo su control.  Peor: cercena la curiosidad y la creatividad del alumno.  Los niños tienen una curiosidad natural para saber cómo las cosas funcionan.  Así como desmontan un juguete para ver sus entrañas, podrían querer entender el software que usan en la escuela.  Pero si un niño pide al maestro, incluso el de informática, que le enseñe cómo funciona un programa privativo, el maestro sólo podrá confesar que es un secreto mantenido por el proveedor del software, que la escuela aceptó no poder enseñar al alumno.  Límites artificiales al que los alumnos podrán ansiar descubrir o aprender son la antítesis de la educación, y la elección de modelos de negocio de software basados en una supuesta necesidad de privación y control de ese conocimiento no deben ser incentivados por nadie, especialmente por el sector educacional.&lt;/p>&lt;p>El compartir es un valor esencial para el funcionamiento de la sociedad.  No es porque sí que una parte de la misión de la educación es la comprensión y la práctica de ese valor.  A quien lleve un juguete a la escuela se le enseña a compartirlo con los compañeros.  ¿Por qué con software debería ser diferente?  De hecho, con software esa práctica debería ser más estimulada, puesto que no hay siquiera el riesgo de que el amigo rompa el software.  Es un bien no-rival, puede ser usado por varios simultáneamente: el compartir se hace no por división, sino por multiplicación.  Pero, al revés del juguete, cuando el tema es software, varias escuelas enseñan que el compartir es feo, errado, comparable a atacar barcos.  Enseñan que no se debe compartir un juguete de software llevado a la escuela, y dan el mal ejemplo ellas mismas, negándose a compartir el software que ofrecen a los alumnos.  Lo hacen porque eligieron mal el software: decidieron apoyar modelos de negocios mezquinos, basados en privación, escasez artificial y falta de respeto al prójimo, en vez de formar ciudadanos conscientes y libres, enseñándoles a adoptar y apoyar prácticas que respetan valores esenciales de la sociedad.&lt;/p>&lt;p>El cooperar es otro valor esencial para que funcione la sociedad.  La adquisición de software educativo o de propósito general como enlatado atenta en contra de ese valor.  Cercenar el impulso creativo de los niños y jóvenes, aceptando la prohibición al perfeccionamiento del software, perjudica no sólo el desarrollo de los alumnos, que pronto se acostumbran a aceptar la posición de consumidores pasivos, sino también la sociedad, puesto que limita las contribuciones que esos alumnos podrían hacer en el futuro, si no estuvieran prohibidos de construir sobre los hombros de gigantes.  En vez de aceptar software enlatado, sobre el cual poco o ningún control puede tener, la propia escuela debería dar el ejemplo e influenciar activamente el desarrollo del software educacional que adopta, para que las motivaciones educacionales y sus decisiones pedagógicas estén en el primer plano, para que no prevalezcan las consideraciones de mercado del proveedor. No es decir que la escuela necesite su propio equipo de programadores, sino que el Software sea Libre, así que, si un día el proveedor se rehúsa a hacer un cambio deseado por la escuela, se podrá contratar otro proveedor para desarrollar el cambio, cooperando o no con otras escuelas.&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.es?action=edit&amp;amp;section=Trampa">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Trampa">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="trampa">&lt;/a>&lt;h2>Trampa&lt;/h2>&lt;p>No es porque sí que proveedores de software privativo frecuentemente ofrecen el software que controlan, gratis o a precios menores, para uso educacional.  Quieren que niños y jóvenes sean adiestrados bajo su control, y se vuelvan dependientes.  Después, cuando estén (de)formados, llegarán al mercado de trabajo y no conocerán alternativa.  Peor, estarán dependientes.  Como ofrecer cigarrillos o narcóticos a los alumnos, debería ser impensable ofrecer software privativo.  Aceptarlo es cercenar la creatividad, limitar el aprendizaje, promover valores antisociales y fomentar la servidumbre tecnológica y la dictadura del proveedor.  Son objetivos incompatibles con la educación.  El software privativo destruye el aula.  Cuando está en la escuela, la perturba.  ¡La buena educación se hace con Software Libre presente!&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.es?action=edit&amp;amp;section=Para Aprender Más">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Para Aprender Más">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="para-aprender-m-s">&lt;/a>&lt;h2>Para Aprender Más&lt;/h2>&lt;dl>&lt;dt>Declaración de Santo Domingo&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://cosecol.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=86&amp;amp;Itemid=27" class="external" rel="nofollow">http://cosecol.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=86&amp;Itemid=27&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>GCompris&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://gcompris.net/" class="external" rel="nofollow">http://gcompris.net/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Sugar Labs&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://sugarlabs.org/" class="external" rel="nofollow">http://sugarlabs.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Pandorga GNU/Linux&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://pandorga.rkruger.com.br/" class="external" rel="nofollow">http://pandorga.rkruger.com.br/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>InVesalius&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=626732" class="external" rel="nofollow">http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=626732&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>[GNU/]Linux Educacional&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.webeduc.mec.gov.br/linuxeducacional/" class="external" rel="nofollow">http://www.webeduc.mec.gov.br/linuxeducacional/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Linux-libre&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://linux-libre.fsfla.org/" class="external" rel="nofollow">http://linux-libre.fsfla.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Trisquel&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://trisquel.info/" class="external" rel="nofollow">http://trisquel.info/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>KDE Edu&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://edu.kde.org/" class="external" rel="nofollow">http://edu.kde.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Robótica Livre&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.roboticalivre.org/" class="external" rel="nofollow">http://www.roboticalivre.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Projeto Software Livre Educacional&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://sleducacional.org/" class="external" rel="nofollow">http://sleducacional.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Associação Ensino Livre (Portugal)&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.escolaslivres.org/" class="external" rel="nofollow">http://www.escolaslivres.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Por qué las escuelas deberían usar exclusivamente Software Libre&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.gnu.org/philosophy/schools.es.html" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/philosophy/schools.es.html&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Windows 7 Pecados - Educación&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://es.windows7sins.org/education/" class="external" rel="nofollow">http://es.windows7sins.org/education/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;/dl>&lt;br/>&lt;p>Copyright 2009, 2010 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Se permite la distribución y la copia literal de este artículo en su totalidad por cualquier medio, en todo el mundo, sin pago de derechos, siempre y cuando se conserve la nota de copyright, el URL oficial del artículo y esta nota de permiso.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/livre-educar" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/livre-educar&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/livre-educar.es">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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Software Privativo é Falta de Educação!&lt;/h3>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.pt?action=edit&amp;amp;section=
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Alexandre Oliva &amp;lt;&lt;a href="mailto:lxoliva@fsfla.org" class="external" rel="nofollow">lxoliva@fsfla.org&lt;/a>&amp;gt;&lt;/h3>&lt;/center>&lt;blockquote>&lt;p>Publicado na &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=364" class="external" rel="nofollow">sétima edição, de outubro de 2009&lt;/a>, da &lt;a href="http://www.revista.espiritolivre.org/" class="external" rel="nofollow">Revista Espírito Livre&lt;/a>.&lt;/p>&lt;/blockquote>&lt;p>Comecei a escrever este artigo a caminho do Congresso de Educação, Software e Conhecimento Livres, na República Dominicana, no netbook educacional Lemote Yeeloong que tenho usado como meu computador principal.  Mal sabia eu que publicaríamos lá a Declaração de Santo Domingo, sobre o uso educacional de Software e materiais didáticos Livres, com pensamentos e considerações que rascunhei na ida sobre software a que minha filha vai ser exposta no ensino fundamental.&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.pt?action=edit&amp;amp;section=Em Casa">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Em Casa">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="em-casa">&lt;/a>&lt;h2>Em Casa&lt;/h2>&lt;p>Até o momento, foi relativamente fácil evitar que ela fosse exposta aos males do software privativo: seu uso de computador, embora frequente, está bem de acordo com os preceitos éticos, morais e sociais do Movimento Software Livre.  Embora talvez ainda lhe falte a consciência social para entender um problema ao qual ela sequer foi exposta, a presença exclusiva de Software Livre em casa praticamente garante que ela não se torne dependente de programa algum.  É algo por que todo usuário de software, todo pai e todo mestre devem zelar.&lt;/p>&lt;p>E não é que ela use pouco software, não.  Começou com o maravilhoso GCompris, uma suíte Livre de atividades educacionais que integra mais de uma centena de atividades para adolescentes e crianças a partir de 2 anos, com um visual super atraente, música clássica de primeira qualidade e versão em português até das frases de comemoração que o programa fala quando a criança supera uma etapa.  Enquanto resolve quebra-cabeças, joga memória, decifra códigos, faz desenhos, animações e contas, aprende letras e palavras, a criança é motivada pelos mascotes do Software Livre, presentes em várias atividades.  Para os mais velhos, há até experiências de ciências, como montagem de circuitos elétricos e programação de navios e submarinos.  Imperdível!&lt;/p>&lt;p>Outro Software Livre que faz sucesso em casa é o Sugar, mais conhecido por sua adoção, pelo projeto One Laptop per Child, OLPC, como padrão de interface em seus portáteis educacionais.  Nesse sistema há desde os programas mais óbvios e de propósito geral, como navegador e editor de textos, até os mais voltados à educação, como jogos e atividades de programação, até com a linguagem Logo.  Além de ser instalável em diversas distribuições de GNU+Linux, há versões bootáveis disponíveis para rodar a partir de CD e de pen-drive.  O estudante pode levar o sistema inteirinho para casa: programas, preferências pessoais e até os trabalhos que fez, sem precisar carregar um computador.&lt;/p>&lt;p>Voltei de Santo Domingo com uma cópia do gaúcho Pandorga GNU/Linux, gentileza da Tatiana, principal autora do InVesalius (Software Livre de visualização de imagens médicas tridimensionais) e uma das maiores divulgadoras e promotoras do Software Livre no Brasil e na América Latina.  A novidade mais apreciada foi o TuxMath, um jogo que treina operações aritméticas num cenário de defesa anti-aérea: diversão e agilidade matemática garantidas.&lt;/p>&lt;p>Infelizmente, o Sugar on a Stick (a versão para CD e pen-drive do Sugar), o Pandorga GNU/Linux e a distribuição GNU/Linux educacional mantida pelo Ministério da Educação utilizam versões privativas do Linux, ao invés de Linux-libre.  Será que têm planos para consertar isso, como fez o galego Trisquel, que também fala português, traz GCompris, TuxMath, KDE Edu e muito mais, e prepara uma versão educacional com Sugar?  Enquanto espero essa novidade, também anseio pelo momento de trazer pra casa o painel programável de leds que Danilo César, líder do projeto pedagógico Robótica Livre, disse que faria para minha filha.  Ela vai adorar!&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.pt?action=edit&amp;amp;section=Na Escola">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Na Escola">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="na-escola">&lt;/a>&lt;h2>Na Escola&lt;/h2>&lt;p>Enquanto escolas públicas se preparam para oferecer Um Computador por Aluno, com Software Livre, às populações que em sua maioria não possuem computadores de propósito geral, escolas particulares desperdiçam seus orçamentos menos apertados em software privativo, incompatível com a missão de educar.&lt;/p>&lt;p>Não é que o software privativo escolhido pelas escolas não cumpra o propósito para o qual foi projetado.  Às vezes até cumpre.  O problema é que o propósito educacional, quando o software é privativo, vem sempre acompanhado de outros propósitos indesejáveis.  E são esses outros propósitos que criam hábitos prejudiciais e limitam as possibilidades de aprendizado.&lt;/p>&lt;p>O objetivo da educação não deve se limitar a transmitir informação. Deve preparar o educando para ser um cidadão livre e independente, bom membro da sociedade, capaz de utilizar o conhecimento e as técnicas que adquiriu para buscar conhecimento que deseje ou necessite, assim como para desenvolver conhecimento novo, pelo bem de todos.&lt;/p>&lt;p>Software Livre, isto é, software que respeita as liberdades dos usuários de executar o software para qualquer propósito, de estudar o código fonte do software e adaptá-lo para que faça o que o usuário deseje, de fazer e distribuir cópias do software, e de melhorá-lo e distribuir as melhorias, permite que pessoas usem computadores sem abrir mão de serem livres e independentes, sem aceitar condições que os impeçam de obter ou criar conhecimento desejado.&lt;/p>&lt;p>Software que priva o usuário de qualquer dessas liberdades não é Livre, é privativo, e mantém usuários divididos, dependentes e impotentes.  Não é uma questão técnica, não tem nada a ver com preço nem com a tarefa prática desempenhada pelo software.  Um mesmo programa de computador pode ser Livre para alguns usuários e não-Livre para outros, e tanto os Livres quanto o privativos podem ser grátis ou não.  Mas além do conhecimento que foram projetados para transmitir, um deles ensinará liberdade, enquanto o outro ensinará servidão.&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.pt?action=edit&amp;amp;section=Falta de Educação">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Falta de Educação">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="falta-de-educa-o">&lt;/a>&lt;h2>Falta de Educação&lt;/h2>&lt;p>Se o usuário depender de permissão do desenvolvedor do software para instalá-lo ou utilizá-lo num computador qualquer, o desenvolvedor que decida negá-la, ou exija contrapartida para permiti-la, efetivamente terá controle sobre o usuário.  Pior ainda se o software armazenar informação do usuário de maneira secreta, que somente o fornecedor do software saiba decodificar: ou o usuário paga o resgate imposto pelo fornecedor, ou perde o próprio conhecimento que confiou ao seu controle.  Seja qual for a escolha, restarão menos recursos para utilizar na educação.&lt;/p>&lt;p>Ter acesso negado ao código fonte do programa impede o educando de aprender como o software funciona.  Pode parecer pouco, para alguém já acostumado com essa prática que pretende também controlar e, por vezes, enganar o usuário: de posse do código fonte, qualquer interessado poderia perceber e evitar comportamento indesejável, inadequado ou incorreto do software.  Através dessa imposição de impotência, o fornecedor cria um monopólio sobre eventuais adaptações ao software: só poderão ser desenvolvidas sob seu controle.  Pior ainda: cerceia a curiosidade e a criatividade do educando.  Crianças têm uma curiosidade natural para saber como as coisas funcionam. Assim como desmontam um brinquedo para ver suas entranhas, poderiam querer entender o software que utilizam na escola.  Mas se uma criança pedir ao professor, mesmo o de informática, que lhe ensine como funciona um determinado programa privativo, o professor só poderá confessar que é um segredo guardado pelo fornecedor do software, que a escola aceitou não poder ensinar ao aluno.  Limites artificiais ao que os alunos poderão almejar descobrir ou aprender são a antítese da educação, e a escolha de modelos de negócio de software baseados numa suposta necessidade de privação e controle desse conhecimento não deve ser incentivada por ninguém, muito menos pelo setor educacional.&lt;/p>&lt;p>O compartilhar é um valor essencial para o funcionamento da sociedade. Não é à toa que, como parte da missão da educação, está a compreensão e a prática desse valor.  Quem leva um brinquedo à escola é ensinado a compartilhá-lo com os colegas.  Por que com software seria diferente? De fato, com software essa prática deveria ser ainda mais incentivada, pois não há sequer o risco de o amigo quebrar o software.  Sendo um bem não-rival, pode ser usado por vários ao mesmo tempo: o compartilhamento se dá não por divisão, mas por multiplicação.  Mas, ao contrário do brinquedo, quando se trata de software, várias escolas ensinam que compartilhar é feio, errado, comparável a atacar barcos. Ensinam que não se deve compartilhar um brinquedo de software levado à escola, e dão o mau exemplo elas mesmas, negando-se a compartilhar o software que oferecem aos alunos.  Isso porque escolheram mal o software: decidiram apoiar modelos de negócios mesquinhos, baseados em privação, escassez artificial e desrespeito ao próximo, ao invés de formarem cidadãos conscientes e livres, ensinando a adotar e apoiar práticas que respeitam valores essenciais da sociedade.&lt;/p>&lt;p>O cooperar é outro valor essencial para o funcionamento da sociedade. A aquisição de software educativo ou de propósito geral como enlatado atenta contra esse valor.  Cercear o impulso criativo das crianças e adolescentes, aceitando o impedimento de melhoria ao software, prejudica não só o desenvolvimento dos alunos, que logo se acostumam a aceitar a posição de consumidores passivos, como também a sociedade, já que limita as contribuições que esses alunos poderiam vir a fazer, se não estivessem proibidos de construir sobre ombros de gigantes.  Ao invés de aceitar software enlatado, sobre o qual pouco ou nenhum controle pode ter, a própria escola deveria dar o exemplo e influenciar ativamente o desenvolvimento do software educacional que adota, para que as motivações educacionais e suas decisões pedagógicas venham ao primeiro plano, sem que considerações mercadológicas do fornecedor prevaleçam.  Não quer dizer que a escola tenha de ter sua própria equipe de programadores, mas que o Software seja Livre, de modo que, se um dia o fornecedor se recusar a fazer uma modificação desejada pela escola, ela possa contratar outro fornecedor para desenvolver a melhoria, cooperando ou não com suas semelhantes.&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.pt?action=edit&amp;amp;section=Arapuca">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Arapuca">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="arapuca">&lt;/a>&lt;h2>Arapuca&lt;/h2>&lt;p>Não é à toa que fornecedores de software privativo com frequência oferecem o software que controlam gratuitamente, ou a preço menor, para uso educacional.  Querem que crianças e jovens sejam adestrados sob seu controle, e se tornem dependentes.  Depois, quando estiverem (de)formados, chegarão ao mercado de trabalho e não conhecerão alternativa.  Pior, estarão dependentes.  Assim como oferecer cigarro ou drogas entorpecentes para os alunos, deveria ser impensável oferecer software privativo.  Aceitá-lo é cercear a criatividade, limitar o aprendizado, promover valores anti-sociais e fomentar a servidão tecnológica e a ditadura do desenvolvedor.  São objetivos incompatíveis com a educação.  O software privativo mata a aula.  Se vai à escola, atrapalha.  Boa educação é com Software Livre presente!&lt;/p>&lt;p class="header-links">&lt;a class="header-links" href="https://www.fsfla.org/cgi-bin/svnwiki/default//blogs/lxo/pub/livre-educar.pt?action=edit&amp;amp;section=Para Aprender Mais">Edit&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#Para Aprender Mais">Link&lt;/a> &lt;a class="header-links" href="#top">Top&lt;/a>&lt;/p>&lt;a name="para-aprender-mais">&lt;/a>&lt;h2>Para Aprender Mais&lt;/h2>&lt;dl>&lt;dt>Declaração de Santo Domingo&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://cosecol.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=86&amp;amp;Itemid=27" class="external" rel="nofollow">http://cosecol.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=86&amp;Itemid=27&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>GCompris&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://gcompris.net/" class="external" rel="nofollow">http://gcompris.net/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Sugar Labs&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://sugarlabs.org/" class="external" rel="nofollow">http://sugarlabs.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Pandorga GNU/Linux&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://pandorga.rkruger.com.br/" class="external" rel="nofollow">http://pandorga.rkruger.com.br/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>InVesalius&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=626732" class="external" rel="nofollow">http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=626732&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>[GNU/]Linux Educacional&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.webeduc.mec.gov.br/linuxeducacional/" class="external" rel="nofollow">http://www.webeduc.mec.gov.br/linuxeducacional/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Linux-libre&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://linux-libre.fsfla.org/" class="external" rel="nofollow">http://linux-libre.fsfla.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Trisquel&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://trisquel.info/" class="external" rel="nofollow">http://trisquel.info/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>KDE Edu&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://edu.kde.org/" class="external" rel="nofollow">http://edu.kde.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Robótica Livre&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.roboticalivre.org/" class="external" rel="nofollow">http://www.roboticalivre.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Projeto Software Livre Educacional&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://sleducacional.org/" class="external" rel="nofollow">http://sleducacional.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Associação Ensino Livre (Portugal)&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.escolaslivres.org/" class="external" rel="nofollow">http://www.escolaslivres.org/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Por que escolas devem usar exclusivamente Software Livre?&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://www.gnu.org/philosophy/schools.html" class="external" rel="nofollow">http://www.gnu.org/philosophy/schools.html&lt;/a>&lt;/dd>&lt;dt>Windows 7 Pecados - Educação&lt;/dt>&lt;dd>&lt;a href="http://windows7sins.org/education/" class="external" rel="nofollow">http://windows7sins.org/education/&lt;/a>&lt;/dd>&lt;/dl>&lt;br/>&lt;p>Copyright 2009 Alexandre Oliva&lt;/p>&lt;p>Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.&lt;/p>&lt;p>&lt;a href="http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/livre-educar" class="external" rel="nofollow">http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/livre-educar&lt;/a>&lt;/p>&lt;p class="render-bottom-span">&lt;a class="render-bottom-span render-bottom-span-discuss-count" href="../pub/xsvnwiki-discuss/livre-educar.pt">&lt;img src='http://www.fsfla.org/svnwiki//img/discussion/0' border=0/> Discussion&lt;/a>
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